Mestrado

Acreditações

Logótipo da A3ES

Acreditado
6 Anos
04 fev 2021
Registo DGES
Registo inicial R/A-Cr 109/2014 de 22-07-2014
Registo de alteração R/A-Cr 109/2014/AL01 de 04-12-2020
Candidatar
Leccionado em Inglês

Corpo Docente para (2020/2021)

História e Teoria das Relações Internacionais | Dissertação em Estudos Internacionais | Dissertação em Estudos Internacionais
Luís Nuno Rodrigues é Professor Catedrático do Departamento de História do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e Diretor do Centro de Estudos Internacionais (CEI-IUL) e do Mestrado em Estudos Internacionais, na mesma instituição. Doutorado em História Americana pela Universidade do Wisconsin e em História Moderna e Contemporânea (especialidade História das Relações Internacionais na Época Contemporânea) pelo ISCTE-IUL, foi Visiting Professor na Brown University, Estados Unidos da América, Diretor da revista científica Portuguese Journal of Social Science e Diretor do Doutoramento em História, Estudos de Segurança e Defesa (em colaboração com a Academia Militar). As suas áreas de especialização são a História das Relações Internacionais, História da Guerra Fria, História de Portugal do século XX e História dos Estados Unidos da América. Orientou 15 teses de doutoramento e 35 teses de Mestrado. Organizou mais de uma centena de colóquios, conferências e seminários e apresentou comunicações orais em número idêntico de eventos científicos, em Portugal e no estrangeiro. É autor de 9 livros, coordenador de outros 8 e publicou 55 capítulos de livros ou entradas em obras coletivas e mais de 30 artigos em revistas especializadas. A sua obra Kennedy-Salazar: A Crise de Uma Aliança. As Relações Luso-Americanas entre 1961 e 1963, publicada em 2002, foi galardoada com os Prémios Fundação Mário Soares e Aristides Sousa Mendes. Entre as suas publicações mais recentes contam-se o livro Spínola, publicado pela Esfera dos Livros em 2010, a obra coletiva intitulada Perceptions of NATO and the New Strategic Concept, que editou com Volodymyr Dubovyk, o artigo “Establishing a ‘Cultural Base’? The Creation of the Fulbright Program in Portugal”, publicado em 2017 na International History Review e a obra coletiva L'Aviation et son impact sur le temps et l'espace, publicada em 2019 pelas Editions Le Manuscript. Coordena presentemente o projecto de investigação "NoWall: Europe and the Fall of the Berlin Wall", no CEI-IUL.
Europa Como Ator Global | História e Teoria das Relações Internacionais
Ana Mónica Fonseca é investigadora integrada no Centro de Estudos de Internacionais do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL), onde é igualmente Professora Auxiliar Convidada no Departamento de História. Entre 2006 e 2015 foi investigadora convidada no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (IPRI-NOVA). Concluiu o seu doutoramento em História Moderna e Contemporânea em 2011 no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) com uma tese intitulada «É Preciso Regar os Cravos!» A Social-Democracia Alemã e a transição portuguesa para a Democracia (1974-1976), que recebeu a Menção Honrosa do Prémio Vitor de Sá de História Contemporânea 2012 e também a Menção Honrosa do Prémio Fundação Mário Soares-EDP 2012. A sua tese de Mestrado em História das Relações Internacionais (ISCTE-IUL), que recebeu o Prémio Fundação Mário Soares em 2006, foi publicada em 2007: A Força das Armas: O apoio da República Federal da Alemanha ao Estado Novo (1958-1968) [Lisboa: MNE-ID, 2007]. As suas áreas de investigação incidem sobre as transições para a democracia na Europa do Sul, as relações luso-alemãs durante a Guerra Fria e a social-democracia europeia e a promoção da democracia. Tem publicado regularmente em revistas nacionais e internacionais (Journal of European Integration History, Portuguese Journal of Social Sciences, Ler História, Relações Internacionais), e participado em diversas obras colectivas.
Desenho da Pesquisa
Pedro Seabra é Investigador no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (CEI-Iscte) e Professor Auxiliar Convidado do Iscte-IUL. É doutorado em Ciência Política, com especialização em Relações Internacionais, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS, ULisboa) e Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL). Anteriormente foi Nuclear Security Fellow da Escola de Relações Internacionais-Fundação Getúlio Vargas (FGV), SUSI Fellow do Departamento de Estado dos EUA, e Leibniz-DAAD Research Fellow do German Institute for Global and Area Studies (GIGA). Em 2019 foi Professor Visitante do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (IREL-UnB) e da Universitas Islam Indonesia (UII). Entre 2013 e 2016, foi Investigador Visitante do IREL-UnB, do Centre for Governance Innovation da Universidade de Pretória (GovInn-UP) e do ICS, ULisboa. Trabalhou igualmente como Investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS). Os seus interesses de investigação concentram-se na área de Relações Internacionais, Segurança Internacional, dinâmicas regionais do Atlântico Sul e security capacity-building em África.
Desenho da Pesquisa
  Ana Lúcia Sá, Doutora em Sociologia, é Professora Auxiliar no Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas e investigadora no Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL (CEI-IUL). É subdirectora do CEI-IUL e membro eleita da Comissão Científica do Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas. É Membro da Comissão Editorial da revista Cadernos de Estudos Africanos e Book Review Editor na African Studies Review. Pertence ao grupo de investigação African Politics and International Relations da Rede Europeia de Estudos Africanos (AEGIS). Foi Investigadora de pós-doutoramento no Conselho Superior de Investigações Científicas, em Barcelona, e investigadora visitante no Instituto de Estudos Africanos da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. A sua investigação centra-se em regimes autoritários em África, com destaque para Angola e a Guiné Equatorial, contextos sobre os quais já publicou livros, capítulos em livros e artigos em revistas.  
Europa Como Ator Global
Nacionalismo e Etnicidade no Sistema Internacional
FORMAÇÃO ACADÉMICA: Grau: Doutoramento em História Social Contemporânea, na especialidade de História das Mentalidades e da Cultura Instituição: ISCTE-IUL (Lisboa) Data: 28-03-1996 Classificação: Aprovada com distinção e louvor por unanimidade Instituição: ISCTE-IUL   CENTROS DE INVESTIGAÇÃO: Membro do CIES-IUL - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ESPP) [História Moderna e Contemporânea] Sócio da Association for the Study of Nationalism and Ethnicity (London School of Economics and Political Science)   ORIENTAÇÕES: DOUTORAMENTO - Teses defendidas: - Rafael Almeida Serra Dias. Povos Irmãos? Os Brasileiros em Portugal: Disptas e Negociações Identitárias (1986-2007). Programa Inter-Universitário de Doutoramento em História, ISCTE-IUL (2016) - José Manuel Viegas Neves. Comunismo e Nacionalismo em Portugal. Política, Cultura e História no Século XX. Doutoramento em História Moderna e Contemporânea, ISCTE-IUL (2007) MESTRADO - Teses defendidas: - Pedro Pinto, O PCP e a Desagregação da URSS (1985-2007). Mestrado em História Moderna e Contemporânea. ISCTE-IUL (2018) - Salomão Arão Chipeco, O Fim da Guerra Fria na Imprensa Angolana. O Jornal de Angola (1988-1991). Mestrado em História Moderna e Contemporânea. ISCTE-IUL (2016) - Marcelina Macana Bungo, O Pensamento Político de Agostinho Neto no Contexto da Luta de Libertação Nacional em Angola. Mestrado em História, Defesa e Relações Internacionais, ISCTE-IUL (2015) - Pedro Castro. Os Banqueiros na Revolução (1974-75). Mestrado em História Moderna e Contemporânea. ISCTE-IUL (2014) - Davide Maldarella. Imprenditori italiani e trata dei coolies cinesi in America Latina (1847-1874). European Master in History, Università di Pisa & ISCTE-IUL (2013) - Rita Margarida Martins Viana. NATO: Aliança ou Organização de Segurança? Análise de 1991 a 2010. Mestrado em História, Defesa e Relações Internacionais, ISCTE-IUL (2012) - Rafael de Ávila Betencourt. O Discurso Contra-Hegemônico dos Direitos Humanos na Revolução Bolivariana. Mestrado em História Moderna e Contemporânea, ISCTE-IUL (2012) - Ana Matias. Imagens e Estereótipos da Sociedade Portuguesa sobre a Comunidade Chinesa. Mestrado em História Moderna e Contemporânea, ISCTE-IUL (2007) BIBLIOGRAFIA: Livros (autor)   A Invenção de Oliveira Martins. Política, Historiografia, Identidade nacional no Portugal contemporâneo (1867-1960). Lisboa. INCM. 2005   Artigos em revistas de circulação internacional com arbitragem científica   Um longo degelo: a guerra colonial e a descolonização nos ecrãs portugueses (1974-1994). Um inventário, Ler História, 2013, nº 65, p. 159-177   A guerra colonial e a descolonização vistas pelas sondagens de opinião (1973-2004). Nação e Defesa, 2011, 130, p. 267-295   Crescimento – Pobreza – Desigualdade. Assimetrias mundiais entre Estados e Regiões. Ler História, 2004, 46, p. 111-157 História nacionais: entre o passado e o futuro - apresentação / National histories: between the past and the future - introduction (Em colaboração com Magda Pinheiro). Ler História, 2001, 41, p. 5-13 O falso Portugal de Oliveira Martins. Ler História, 2000, 38, p. 57-86 O irmão inimigo. Revista da Universidade de Coimbra, 1999, 38, p. 203-220 Oliveira Martins historiador ou o problema da dupla vida de Portugal. Ler História, 1996, 30, p. 37-70 Entre silêncio e ouro. Sondando o milagre de Ourique na cultura portuguesa. Ler História, 1990, 20, p. 3-37 Na manhã fértil. Sondando o milagre de Ourique na cultura portuguesa. Ler História, 1988, 16, p. 3-28   Capítulos de livros   Da “ilusão bibliográfica” às Novas Biografias. In José Neves (ed.), Quem Faz a História. Ensaios sobre o Portugal Contemporâneo, Lisboa, Tinta-da-China, 2016, p. 101-113   A semente e os frutos. In M.J. Vaz, A. Pina & C. Maurício (eds.), Metamorfoses da Cultura. Estudos em Homenagem a Maria Carlos Radich, Edições CEHC, 2013, p. 9-11   O campo semântico de nação antes da Idade Contemporânea. In J.V. Serrão, M. Pinheiro e M.F.S.M. Ferreira (eds.), Desenvolvimento Económico e Mudança Social. Portugal nos últimos 2 séculos, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2009, p. 601-612 História. In António Barreto e Maria Filomena Mónica (eds.), Dicionário de História de Portugal - Suplemento, Porto, Livraria Figueirinhas, Vol. VIII, 1999, p. 172-177 Uma cronologia de J.P.O. Martins. In Espólio Oliveira Martins (Esp. E 20) - Inventário. Lisboa, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1995, p. 35-48   Outras contribuições em revistas de circulação internacional com arbitragem científica (exceto recensões críticas)   Hobsbawm, ou quando o nacionalismo inventa a nação. Ler História, 2012, 62, p. 113-116 Discriminação na União Europeia. Mundos separados, desígnios comuns. Ler História, 2007, 2, p. 213-220 Liberdade, Igualdade, Fraternidade no limiar do século XXI. Ler História, 2006, 50, p. 173-187 Recursos eletrónicos para o estudo da nação, etnicidade e sociedade global, Ler História, 2005, 48, p. 207-226   EDITOR ON-LINE: Editor do Site "Materiais para o Estudo da Nação, Etnicidade e Nacionalismo" (http://menen.dh.iscte.pt/index.htm)
Organizações Internacionais, Ongs e Movimentos Sociais
Globalização e Governação nas Relações Internacionais
Globalização e Desafios de Desenvolvimento
Professor de Economia Política e Estudos de Desenvolvimento. Investigador Integrado do Centro de Estudos Internacionais (CEI) do Iscte. Director do Mestrado em Estudos de Desenvolvimento. Membro da European Society for the History of Economic Thought, World Economics Association e Associação Portuguesa de Economia Política. Licenciatura em Economia pelo ISEG-Universidade de Lisboa (1993), Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pelo ISEG-Universidade de Lisboa (1996), Doutoramento em Economia pelo Iscte-Instituto Universitário de Lisboa (2009). Ampla experiência de ensino (licenciaturas, mestrados, doutoramentos) e funções de gestão académica, no Iscte e noutras instituições de ensino superior em Portugal, Moçambique e Angola: ISEG-Universidade de Lisboa, Universidade Atlântica, Instituto Politécnico de Coimbra, Universidade Eduardo Mondlane (Maputo), Universidade Católica de Angola (Luanda). Entre 1999 e 2013, exercício de funções de auditoria e consultadoria científica no Gabinete de Avaliação Educacional/ Instituto de Avaliação Educacional, Ministério da Educação de Portugal. Áreas de interesse (ensino e investigação): - História das Ideias Económicas e Políticas - Economia Política Internacional - Estudos de Desenvolvimento - Estudos Africanos
Antropologia, Cidadania e Direitos Humanos
FORMAÇÃO E INVESTIGAÇÃO A antropologia portuguesa actual nasceu em ruptura com a tradição de ensino e de investigação fomentada pelo Estado Novo. Esta tradição alicerçava-se num suporte discursivo e ideológico legitimador da administração colonial portuguesa dos territórios ultramarinos e de uma visão conservadora que propugnava uma caracterização pastoral e rural do território continental do país. No momento da minha inscrição na Licenciatura de Antropologia na Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), em 1979, esta experimentava uma forte influência das correntes da análise semiológica, acolhendo as perspectivas teóricas e as opções metodológicas propostas pelo estruturalismo de raiz francófona. Esta influência marcou em profundidade a minha aprendizagem universitária inicial. No entanto, o que mais directamente estruturou o meu trabalho como docente e como investigador, foi o contacto próximo que mantive desde a licenciatura com o trabalho desenvolvido pelo Prof. Doutor José Carlos Gomes da Silva, que dirigiu a pesquisa que realizei para a dissertação de mestrado, tendo igualmente orientado a minha tese de doutoramento. Desde a minha admissão como docente no Departamento de Antropologia do ISCTE que pude desfrutar da oportunidade de, como assistente de disciplinas regidas por si, apreender e dialogar com os seus métodos pedagógicos e de pesquisa. Pude assim receber o legado de uma visão problematizante da antropologia em contacto próximo com outras disciplinas das ciências sociais e humanas, e em particular com a história e a literatura comparadas, preocupando-me igualmente com os vários níveis de profundidade da significação, do sentido e da cognição colectivas humanas. Após a conclusão da minha Licenciatura em Antropologia na FCSH-UNL, optei pela realização de um Mestrado em Estudos Literários Comparados na mesma Universidade, onde adquiri competências adicionais em linguística, teoria da literatura e análise de conteúdo. Neste contexto, interessei-me pelo corpus da literatura de viagens europeia, medieval e moderna, sobre a Ásia e a África, que tomei como domínio de intercâmbio entre as preocupações de ordem antropológica, a análise literária e a história comparada. Dediquei-me então a investigar as possibilidades de cruzamento dos métodos da análise estrutural com os das teorias da recepção literária, associando o estudo sincrónico de produções narrativas a preocupações de natureza diacrónica, orientando-me deste modo para um espaço de diálogo disciplinar entre a antropologia e a história comparada. A minha dissertação de mestrado reflectia já estas preocupações; consistia num estudo antropológico de obras da literatura de viagens europeia numa perspectiva de definição dos campos semânticos que condicionaram, desde o período medieval, a formação do conhecimento das sociedades não-europeias. Pude, deste modo, pesquisar aspectos relevantes para a constituição do discurso antropológico no contexto do imaginário da literatura de viagens centrado nas categorias polares do ?selvagem? e do ?homem utópico?, aspectos que contribuíram para que esta literatura se constituísse em importante fonte do discurso antropológico contemporâneo. Na sequência deste estudo, interroguei-me sobre as possíveis relações entre formas de pensamento e de conhecimento indo-europeias e africanas, escolhendo como tema da minha tese de doutoramento a mitologia cristã medieval que se estabeleceu em torno da figura real milenária e especular representada na chamada Carta do Preste João. Este objecto de estudo foi igualmente o tema das minhas contribuições para o Programa de investigação sobre assimetria social e inversão, dirigido no ISCTE por J. C. Gomes da Silva, entre 1986 e 1992 (Ramos, 1993). Debrucei-me, consequentemente, sobre as peculiaridades do facto de, no imaginário tardo-medieval europeu, a Etiópia cristã ter sido identificada como a sede do reino fabuloso e milenar do Preste João das Índias, questão não apenas relevante para a constituição de discursos e visões europeias sobre a África e a Ásia mas para o próprio decurso da colonização progressiva desses espaços por países europeus (Ramos, 1993, 1997, 1999, 2005, 2006). Este passo analítico encontra-se na raiz do meu interesse posterior, já no âmbito dos estudos pós-doutorais, pela etnografia produzida pelos missionários jesuítas nos séculos XVI-XVII sobre a antiga Abissínia (assim se designava o reino cristão da Etiópia; Ramos, 1999a, 1999b, Ramos & Boavida, 2004, Ramos, Boavida & Pennec, 2008, 2009) e, cumulativamente, pela rica e pouco estudada literatura oral, abundante no norte da Etiópia. Realizei o meu primeiro trabalho de terreno na Etiópia durante o período de licença sabática de 1999 (Ramos, 2000), aí voltando uma ou duas vezes por ano desde então. Estabeleci, igualmente a partir dessa data, relações de investigação com diversos especialistas da história e da antropologia etíopes com quem viria a desenvolver uma colaboração próxima e continuada, seja em termos de pesquisa e publicação, seja em termos de administração de programas académicos. Data de então a minha aproximação ao Centro de Estudos Africanos do ISCTE, onde, inicialmente em colaboração com a extinta Unidade de Investigação DepANT-ISCTE, pude desenvolver um conjunto de iniciativas relacionadas com o desenvolvimento dos estudos do Corno de África em Portugal, aprofundando as minhas investigações numa perspectiva progressivamente mais multidisciplinar: estudos de arte etíope, história, literatura e antropologia do Norte da Etiópia (Ramos, 2000, 2004b). Em 1999, iniciei a coordenação do Seminário Livre em Estudos Etíopes no ISCTE, posteriormente transferido para o Núcleo de Estudos Etíopes da Secção Profissional de Estudos do Património da Sociedade de Geografia de Lisboa (SPEP-SGL). Complementarmente, aprofundei relações de cooperação institucional com diversas instituições de ensino e investigação na área dos estudos africanos (Projecto Cornafrique, cooperações luso-espanholas, luso-francesas, luso-britânicas, e mais recentemente luso-indianas; Hakluyt Society, redes ELIAS, SCOLMA, AEGIS, etc.), que conduziram finalmente à minha eleição como membro da direcção do African-European Group of Interdisciplinary Studies (AEGIS), em 2008. Estas circunstâncias concorreram para que eu tomasse uma posição de progressivo afastamento crítico àquela que se me afigura ser a visão fortemente ensimesmada que tem marcado a antropologia portuguesa, e a considerar a necessidade de, seja por via do ensino e da publicação, mas também da própria prática e postura de pesquisa, contribuir para uma articulação efectiva da minha disciplina de formação com diversas outras. Os anos mais recentes da minha formação têm sido marcados por esta concepção, no domínio dos estudos africanos, mas não exclusivamente. Tenho assim desenvolvido estudos na área do património cultural, em contacto com sociólogos, historiadores de arte, engenheiros do ambiente, arquitectos e urbanistas (Programa CEAS - ICN de estudo da área protegida da Ria Formosa; Programa conjunto DepANT-ISCTE - SGL sobre património material e intangível). Uma mais recente área de formação e investigação, a dos estudos do risco e violência rodoviária e da pedonalidade, que decorrem de um posicionamento civicamente mais investido, tem-me permitido trabalhar em colaboração com variados especialistas portugueses e internacionais da saúde pública, da psicologia e sociologia, da engenharia civil e mecânica e do urbanismo, coordenando investigação e integrando programas de investigação internacional de relevo (Programa ISCTE-DGV sobre Cultura da Violência Rodoviária em Portugal; Investigação Operacional sobre Fluxos Pedonais em Portugal e Espanha; Acção COST 358: Necessidades Qualitativas dos Peões; Ramos, 2001; 2004c; 2004d; 2005; 2008; 2009). Se, dada a natureza do seu objecto, os meus estudos iniciais sobre a mitologia cristã medieval, bem como aqueles que tenho mais recentemente desenvolvido na Etiópia e em Portugal, me colocam resolutamente no cruzamento da antropologia com outras disciplinas, seja das ciências sociais e humanas, seja de disciplinas de carácter técnico, no que se refere às minhas preocupações heurísticas e epistemológicas, é sobretudo a perspectiva antropológica que tem prevalecido no contributo que tenho aportado a este diálogo interdisciplinar. As configurações e as operações lógicas como a reversibilidade, a ambiguidade e o paradoxo, que se encontram nas produções intelectuais e nas práticas sociais que tenho estudado, colocam também questões pertinentes sobre as próprias marcas cognitivas e semânticas da tradição de análise antropológica. Neste contexto, a problemática central do Programa de investigação sobre Semântica do Conhecimento Antropológico (ISCTE e Universidade de Évora) no qual participei entre 1996 e 2000, contribuiu fortemente para alicerçar a minha percepção de que este género de operações são uma quase inevitabilidade heurística para a antropologia do simbólico e da cognição, no que respeita à compreensão dos campos semânticos e da formação do sentido. Foi, aliás, a esta problemática que dediquei o Relatório de Agregação e a Lição que submeti em 2000, no ISCTE. É, assim, numa atitude a uma vez exploratória e crítica que tenho procurado enquadrar as minhas reflexões mais recentes, procurando manter linhas de coerência intelectual na minha formação e investigação, e nas produções que delas decorrem: seja em relação à formação e expansão mediática do conceito de ?património imaterial? no discurso e prática da antropologia e da museologia, à consideração da chamada ?teoria cultural do risco? (formulada originalmente por Mary Douglas e Aaron Wildavsky), ou às dificuldades de integração heurística de processos sequenciais com representações culturais nos discursos histórico e antropológico no Corno de África. São ainda complementos importantes do meu processo de formação o investimento realizado em actividades de participação cívica extra-profissional (seja a minha colaboração em organizações nacionais e internacionais não governamentais, a eleição para cargos políticos autárquicos, a colaboração regular em órgãos de comunicação social, ou a prossecução de uma acividade artística paralela), e na programação, gestão, manutenção e actualização de sítios na internet (páginas pessoais e institucionais de e-learning e divulgação científica, sítios de centros de estudos e unidades de investigação, nacionais e internacionais). Um e outro tipo de actividades são factores cada vez mais imprescindíveis na promoção da relevância social e científica das ciências sociais, na criação de redes internacionais de discussão e partilha de conhecimentos, e de interacção com indivíduos e instituições das áreas de especialidade em que me insiro, e ? não menos importante ? de disponibilização de materiais de ensino a estudantes e prospectivos estudantes universitários. ENSINO Após a aprovação da minha Agregação em 2000 e ao ser seleccionado num concurso documental no ISCTE, em 2002, fui nomeado Professor Associado do Departamento de Antropologia do ISCTE. Estes passos foram a sequência natural da minha progressão na carreira de ensino neste departamento que integrei em 1984. Foi aqui que iniciei a minha actividade docente, ensinando desde então na Licenciatura de Antropologia, inicialmente como assistente de J. C. Gomes da Silva, uma variedade de temáticas disciplinares: estudos do parentesco, linguística e semiologia, e fontes históricas do pensamento e discurso antropológicos; onde pude partilhar os conhecimentos adquiridos no quadro do Mestrado em Estudos Literários Comparados (FCSH-UNL). Mais tarde, já desde a fase final da redacção da minha Tese de Doutoramento, defendida no ISCTE em 1995, sempre em colaboração com J. C. Gomes da Silva, passei a encarregar-me do ensino de matérias de análise simbólica e de questões metodológicas e epistemológicas condicionantes do conhecimento antropológico, no contexto das ciências sociais. Após a discussão e aprovação da minha Tese de Doutoramento, e paralelamente à assunção da regência destas e de outras disciplinas (em particular, uma disciplina optativa sobre estudos etíopes) na Licenciatura de Antropologia do ISCTE, fui convidado a ensinar questões contemporâneas da antropologia no Mestrado de Antropologia da Universidade do Minho, entre 1998 e 2001, e a dirigir seminários de investigação aprofundada em estudos africanos no Curso de Doutoramento em Antropologia do ISCTE, em 1998-1999. Em 2005, ao criar o Curso de Mestrado Interdisciplinar em Risco, Trauma e Sociedade no ISCTE passei a ter a responsabilidade de coordenação do ensino nesta área temática onde se associam as ciências sociais e as ciências da saúde, responsabilidade que mantenho até hoje. Já no quadro da reestruturação curricular dos estudos universitários do ISCTE, que decorreram da implementação dos Acordos de Bolonha em Portugal, passei a assegurar o ensino na área dos estudos sobre simbolismo e cognição, epistemologia e conhecimento antropológico, antropologia do risco, antropologia da violência, nos primeiro e segundo ciclo de estudos em Antropologia, fomentando assim, no contexto do ensino no Departamento de Antropologia, o desenvolvimento de áreas disciplinares inovadoras e de relevo internacional. Medida do reconhecimento deste esforço, o ISCTE aprovou a criação de uma especialização do Mestrado em Antropologia designada Cognição e Cultura, convidando-me para a coordenar. Esta iniciativa vem contribuir para cimentar uma cooperação interdepartamental iniciada no Mestrado em Risco, Trauma e Sociedade com o Departamento de Psicologia Social, sempre na perspectiva de promoção de uma renovação do ensino e investigação académico por via da promoção partilhada de conhecimentos, métodos e perspectivas disciplinares. Complementarmente, tenho desenvolvido uma colaboração com a Universidade de Lisboa, assegurando o ensino da antropologia da cognição no Doutoramento Interdisciplinar em Ciências da Cognição, onde tenho podido cruzar conhecimentos e perspectivas com o leque de especialidades daquele programa: psicologia, neurociência, biologia evolutiva, linguística, filosofia, e ciências da computação e inteligência artificial. Adicionalmente, tenho colaborado, em Portugal e no estrangeiro, em diversos programas de Doutoramento, Mestrado e Pós-graduação: em antropologia africana (Universidade Complutense desde 2004, e Universidade de Barcelona desde 2007, SOAS-Londres desde 2001, Universidade de Adis Abeba desde 1999, Universidade de Gondar, desde 2008), mas também em história, teoria da arte e património (SOAS-Londres desde 2001; Departamento de Arquitectura do ISCTE em 1997/98, Faculdade de Arquitectura desde 2000); estudos africanos e de conflitos (SOAS-Londres, Paris 1 e Aix-en-Provence desde 2001, Faculdade de Letras da UL desde 2008, Instituto de Estudos Superiores Militares desde 2008); em estudos de risco ambiental e rodoviário (Faculdade de Ciências e ISEL em 2006, Instituto Superior Técnico em 2006); e em estudos do trauma (Faculdade de Medicina do Porto, de 2004 a 2006). Para várias destas participações em programas de ensino, tenho concorrido a programas de intercâmbio universitário (Erasmus-Socrates, mas também GRICES-FCT e CRUP). Graças a este intercâmbio, tenho tido ainda a oportunidade de oferecer aos estudantes de Licenciatura e Mestrado no ISCTE a possibilidade de contacto com docentes britânicos, franceses, alemães, espanhóis e italianos em visita ao ISCTE, através dos mesmos programas. O espírito com que tenho procurado partilhar junto dos estudantes universitários os meus conhecimentos da área da antropologia, e assim contribuído para a estabelecer como uma disciplina relevante no contexto científico português, tem sido, manifestamente, realizado por via de um diálogo intenso com áreas disciplinares bastante diversas. Legado ainda da minha formação inicial em contacto com J. C. Gomes da Silva, tenho também, desde há vários anos, promovido o ensino e a discussão crítica com estudantes de pós-graduação e pós-doutorados e com investigadores através de cursos livres, seminários de investigação e ciclos de conferencias, no ISCTE e na SGL (seminário livre em estudos etíopes no ISCTE desde 1999, seminários livres do DepANT/NEANT ISCTE, de 2004 a 2008; seminários de investigação sobre património na SGL desde 2002; seminário de investigação em estudos africanos desde 2008; ciclos de conferências sobre património desde 2007; ciclos de conferências na Biblioteca Central de Estudos Africanos - BCEA - desde 2008). Esta opção resultou também da constatação de que, previamente ao presente regime de ensino pós-graduado, que permite agora a oferta de cursos de doutoramento em Antropologia, os estudantes e investigadores não-doutorados em antropologia e outras áreas afins tinham poucas oportunidades para apresentar, discutir e criticar o seu trabalho de investigação. Porque considero que o ensino passa também pela oferta aos estudantes de ocasiões e eventos suplementares de aprendizagem e discussão académica, tenho organizado com regularidade Encontros Científicos, nacionais e internacionais, em vários dos campos de interesse que tenho vindo a referir: - na área dos estudos africanos (1st & 2nd International Conference on Wars and Violent Conflicts in Africa, ISCTE 2002 e 2005; International Conference on European-Arican Relations, ISCTE 2007; comissão consultiva do 3rd European Congress of African Studies, Leipzig, 2009), - dos estudos do risco e trauma (Mesa Redonda Lisboa 2005: O Futuro da Segurança Rodoviária, ISCTE 2001; Colóquio Interdisciplinar: Estrada Viva ? Motorização da Sociedade Portuguesa, em 2003; Colóquio Internacional: Espírito de Missão - Trauma e Medicina Humanitária, ISCTE 2006; International Conference The Walker and the City, Goethe Institut Lissabon 2008; Colóquio Interdisciplinar sobre Risco e Trauma Rodoviário: Perspectivas de Análise, ISCTE 2009), - dos estudos do património cultural (Fifth International Conference on the History of Ethiopian Art, Arrábida 1999; International Symposium: The Foreign and the Indigenous in Ethiopian Art, SOAS-Londres 2004; 1º, 2º e 3º Encontros Interdisciplinares: A Matéria do Património, SGL 2002 e 2003; Jornada: Património Universitário em Risco, SGL 2007; Jornadas Internacionais sobre Escrita Missionária, ISCTE 2008). Do mesmo modo, tenho organizado diversas conferências, palestras e seminários no ISCTE e na SGL com especialistas portugueses e estrangeiros nos domínios mencionados: Wendy James em 1997; Angela Cheater em 1999; Bertrand Hirsch em 2001; Alessandro Triulzi, Wolde Tadesse e Hervé Pennec em 2002; Adriano Moreira, Brian O?Neill, Dorle Draklé, Eloi Fiquet, Gerard Horta, Hervé Pennec, Manuel Delgado em 2006; Alessandro Triulzi, Ana Isabel Afonso, Inês Zupanov, Ruy Duarte de Carvalho, Tania Tribe, Thomas Osmond, Thomas Vernet em 2007; Brian O?Neill, Manuel Delgado, Marieta Dá Mesquita e Miguel Beleza em 2008. RESPONSABILIDADES ADMINISTRATIVAS Para além dos cargos desempenhados enquanto Presidente eleito da Comissão Pedagógica de Antropologia e membro do Conselho Pedagógico do ISCTE (1995-98), como coordenador e membro de diversas comissões e grupos de trabalho no interior do Departamento de Antropologia e da sua extinta unidade de investigação (DepANT-ISCTE), e como coordenador de programas de ensino pós-graduado (Mestrado interdisciplinar em Risco, Trauma e Sociedade, desde 2005; Mestrado de Antropologia: Cognição e Cultura, desde 2008), sou membro fundador do Centro de Estudos de Antropologia Social ? ISCTE, no âmbito do qual coordenei um programa de investigação em antropologia do ambiente saído de um acordo com o Instituto de Conservação da Natureza, de 1999 a 2001. Confrontado com a visão demasiado paroquial da antropologia desta unidade de investigação, desvinculei-me dela e integrei o DepANT-ISCTE em 1998, onde exerci o cargo de membro da sua comissão científica desde o início e finalmente fui eleito como seu coordenador em 2005, tendo conduzido a sua transformação em Núcleo de Estudos de Antropologia ? ISCTE (presentemente em transição para a SGL). Integrei também como investigador associado o Centro de Estudos de Literaturas de Expressão Portuguesa da Universidade de Lisboa (CLEPUL, desde 1996), o Centro de Investigação Transdiciplinar Cultura, Espaço e Memória da Universidade do Porto (CITCEM, desde 2007) e, primeiro como associado e posteriormente como integrado a 100%, o Centro de Estudos Africanos ? ISCTE, tendo sido em 2006 eleito membro da sua direcção e nomeado coordenador da linha de investigação em conflitos e segurança em África (onde dirigo o Programa de Monitorização de Conflitos em África), bem como do programa inter-universitário BCEA (uma parceira CEA-ISCTE, CESA-INDEG, CEA-FLUL, CEA-FLUP). A este título, fui nomeado representante português do African-European Group of Interdisciplinary Studies (AEGIS) e da rede pan-europeia European Librarians in African Studies (ELIAS), tendo sido eleito em 2008 membro da direcção daquele importante órgão de integração científica e académica dos estudos africanos na Europa. Ainda no âmbito da gestão do ensino e investigação em estudos africanos, tenho coordenado vários programas de investigação e de intercâmbio internacionais em parceria com a Universidad de Educación a Distancia de Madrid, a Universidade Paris 1, a Schoool of Oriental and African Studies ? University of London (Programas Pessoa do GRICES-EGIDE, acções bilaterais CRUP-CNU e CRUP-MEC, Programa Windsor) e, mais recentemente com o Indira Gandhi Counsil for the Arts, de Nova Deli (Programa biltaral FCT-Instituto Camões e Embaixada da Índia), e com o Amhara Region Culture and Development Research Centre (ARCDRC), do Governo Regional Amhara, em Bahir Dar (Etiópia), de cuja Comissão Instaladora sou membro. Sou ainda membro-investigador do Programa financiado pela Agence Nationale de Recherche Écrire l'histoire de la Corne d'Afrique, coordenando a equipa portuguesa deste programa gerido pelo CÉMAF-CNRS. No CEA-ISCTE, coordeno ainda o programa de recolha e catalogação audio-visual de memórias históricas e património cultural do Norte da Etiópia, em articulação com o repositório da BCEA e a equipa gestora do sítio internet Conflicts in Africa, uma cooperação do CEA-ISCTE, AEGIS e CODESRIA. No DepANT-ISCTE (NEANT-ISCTE), coordenei o já referido programa de estudo antropológico sobre Cultura da Violência Rodoviária em Portugal, resultado de um protocolo ISCTE ? Direcção-Geral de Viação (2004-2008). No âmbito desta área de estudos, tenho coordenado a equipa portuguesa do também já mencionado programa bilateral de Estudo operacional de fluxos pedonais em Centros Urbanos na Península Ibérica, (Programa de I&D da Universidad de Barcelona e do Instituto Politectnico de Cataluña financiado pelo Ministerio de Educación y Ciência). Fui, nesta qualidade, nomeado pelo Ministro da Educação, Ciência e Tecnologia, delegado nacional da Acção COST 358 da Fundação Europeia de Ciência, que iniciou os seus trabalhos em 2006. Sou ainda o coordenador de investigação e de estágios do Serviço de voluntários europeus da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, nos seus programas de estudo sobre violência rodoviária e de circulação pedonal em meio urbano. Para além das minhas funções administrativas no quadro do ensino e investigação universitárias, pertenço aos corpos administrativos de duas Sociedades de reputação secular: a SGL e a Hakluyt Society. Na primeira, ocupo cargos directivos desde 1998, sendo actualmente presidente da SPEP-SGL, membro da Comissão Africana, e membro por inerência da comissão redactorial do Boletim da Sociedade de Geografia; na segunda, integro desde 1997 o painel dos seus representantes internacionais na qualidade de representante desta Sociedade em Portugal. No que respeita aos cargos de administração de programas e colecções de publicação periódica e não periódica, sou membro das comissões redactoriais do já referido Boletim..., dos Cadernos de Estudos Africanos, dos Trabalhos de Antropologia e Etnologia da Sociedade de Antropologia e Etnologia (Universidade do Porto), e da Revista de Antropología Social da Universidade Complutense de Madrid. Fundei e participo na comissão editorial da colecção African Vistas da Kingston Publishing, de Oxford, coordenei a colecção Antropológica Avulsa do DepANT-ISCTE/Colibri, e coordeno desde 1997 a colecção Sete Estrelo da Assírio & Alvim Editores. Na Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, dirijo a colecção de monografias Riscos no Espaço Público. No tocante à administração de programas de congressos e colóquios, para além da coordenação de diversos destes eventos, nas áreas dos estudos etíopes, africanos, do risco e trauma, e do património, pertenço às Comissões Consultivas das European Conferences in African Studies, por inerência de funções na direcção do AEGIS, das International Conferences on the History of Ethiopian Art, sou membro da Standard Conference of Library Material in Africana (SCOLMA) e do já mencionado ELIAS. Sou ainda membro da Comissão Consultiva das Thematic Conferences in War and Violent Conflicts in Africa, do AEGIS, e membro da Comissão Organizadora da 14ª International Conference Walk21. Finalmente, desde a minha eleição em 2008 como membro da direcção da European Federation of Road Victims, uma federação com assento permanente no Conselho Europeu de Segurança Rodoviária e com estatuto consultivo junto da ONU e da Organização Mundial de Saúde, sou o coordenador da rede internacional Internatioonal Coalition Against Road Trauma, e membro da comissão instaladora da World Federation of Road Victims, iniciativa patrocinada pela Organização Mundial de Saúde. (Abril de 2009)
Desenho da Pesquisa
Maria José Sousa (Ph.D. em Gestão Industrial) é Professora Universitária no ISCTE, Investigadora Integrada na Business Research Unit e colaboradora do IPPS-ISCTE. É também especialista em digital learning e competências digitais, pois assumiu uma posição de pós-doutoramento entre 2016-2018, investigando nessa área, com várias publicações em revistas científicas (Journal of Business Research, Journal of Grid Computing, Future Generation Computer Systems, e outros). Está a colaborar como especialista em competências digitais, com a Delloite (Bruxelas), a pedido da Comissão Europeia, na criação de uma nova categoria de competências digitais a integrar no European Innovation Scoreboard (EIS). Foi membro da Comissão Coordenadora do Doutoramento em Gestão da Universidade Europeia. Foi, ainda, Investigadora Sénior no GEE (Gabinete de Estratégia e Estudos) do Ministério da Economia, responsável pelas Políticas de Inovação, Investigação e Empreendedorismo, e Gestora de Conhecimento e Competências na AMA, IP – Agência para a Modernização Administrativa (Ministério da Presidência e Conselho de Ministros). Também foi Quadro Superior no Ministério do Trabalho e Emprego, responsável por projetos de Inovação, e Projetos de Análise e Desenvolvimento das Qualificações. Atualmente, os seus interesses de investigação são as políticas públicas de inovação, políticas de saúde, e ciência da informação. Realizou projetos de investigações sobre políticas de inovação com artigos publicados em revistas como: European Planning Studies, Information Systems Frontiers, Systems Research e Behavioral Science, Computational and Mathematical Organization Theory, entre outros). Ela também é editora convidada de mais de 5 edições especiais da Springer e da Elsevier. Tem participado em projetos europeus de transferência de inovação (por exemplo, como Embaixadora do projeto EUWIN, patrocinado pela Comissão Europeia), e co-coordenadora de um projeto Erasmus + com a ATO - Câmara de Comércio de Ancara, sobre empreendedorismo), é, ainda, External Expert da COST Association - Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia, e Presidente da ISO / TC 260 - Gestão de Recursos Humanos, em representação de Portugal na International Organization for Standardization.
Estágio de 2º Ciclo
Doutoramento com menção internacional pela Universidade de Huelva (UHU) no Departamento de Sociologia e Serviço Social. Professor Auxiliar em Serviço Social no ISCTE, lecionando diversas Unidades Curriculares na Licenciatura, Mestrado e Doutoramento dentro da área do Serviço Social. Diretor do Mestrado em Serviço Social do ISCTE. Investigador integrado no CIES-Iscte, Agora (UHU) e membro do Centro de Investigação das Migrações (CIM: UHU). As áreas de interesse para a investigação estão relacionadas com as migrações (interculturalidade, superdiversidade, herança cultural nas crianças), Serviços Sociais, Desenvolvimento Comunitário, Habitação, Direitos Humanos e Exclusão Social.
Candidatar
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