O Iscte - Instituto Universitário de Lisboa foi criado em 1972, no quadro de uma reforma das universidades públicas apoiada e induzida pelos sectores progressistas e desenvolvimentistas do regime autoritário, designando-se então Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

A criação do Iscte assentou em traços distintivos que marcaram indelevelmente a sua história de quase cinco décadas e que constituem eixos de desenvolvimento para o futuro.

1. O momento da criação

O Iscte -Instituto Universitário de Lisboa foi criado em 1972, no quadro de uma reforma das universidades públicas apoiada e induzida pelos sectores progressistas e desenvolvimentistas do regime autoritário, designando-se então Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. 

De entre muitos protagonistas, podemos destacar três personalidades que tiveram um papel-chave na reforma que conduziu à criação do Iscte.

Adérito Sedas Nunes, economista e cientista social, diretor da revista Análise Social e do Gabinete de Investigação Social (GIS), dependentes do Ministério das Corporações e Previdência Social. Nos anos 60, Sedas Nunes realizou um estudo sociológico sobre as universidades em Portugal, identificando os seus bloqueios e limitações, bem como os caminhos de uma reforma profunda, tendo em vista a sua modernização e abertura à sociedade. Na revista Análise Social, no GIS, como no Instituto de Estudos Sociais (IES), criado em 1962, Adérito Sedas Nunes lançou as bases de produção de conhecimento científico sobre a sociedade portuguesa, reunindo inúmeros jovens investigadores bolseiros que viriam a ser alguns dos primeiros professores do Iscte, na área da sociologia e das ciências sociais.

Eduardo Gomes Cardoso, engenheiro, quadro dirigente do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII), no âmbito do qual, ao longo da década de 60, desenvolveu vários estudos e ações de promoção da produtividade do país. Essas ações foram centradas em programas de formação em gestão de empresas, de capacitação de quadros técnicos para as empresas e para o sector público, na realização de conferências e debates e na edição de publicações. Nestes programas de modernização da economia portuguesa estiveram envolvidos outros engenheiros-gestores, bem como juristas da área do direito do trabalho, que desenvolviam atividades de gestão no sector público, nos organismos do Ministério da Indústria e do Ministério das Corporações e Previdência Social, bem como em empresas industriais do sector privado, os quais viriam a estar também entre os primeiros professores do Iscte, para o ensino da gestão de empresas.

José Veiga Simão, Ministro da Educação que, em 1970, lançou a reforma das universidades, criando instituições fora do modelo tradicional, as quais foram desafiadas a oferecer cursos em novas áreas disciplinares inexistentes nas velhas universidades. Isso mesmo é referido no Decreto-Lei, de 1972, que cria o Iscte:

Os problemas da vida económica e social revestem-se de uma importância, complexidade e diversidade crescentes, tornando cada vez mais necessária a formação de diplomados com cursos superiores nos respetivos domínios. Acresce, porém, que o progresso das Ciências Económicas não só as conduziu à sua crescente diversificação, como tem sido acompanhado pelo de outras Ciências Sociais, cuja importância tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. Estas matérias são hoje indispensáveis, quer para apoiar ou completar a formação de especialistas nos vários ramos de estudos económicos, quer para preparar técnicos e investigadores convenientemente habilitados. Com a criação dos cursos de Ciências do Trabalho e de Organização e Gestão de Empresas, enriquecem-se e diversificam-se os estudos dirigidos ao desenvolvimento económico e social do mundo português e procura-se dar satisfação à necessidade de novas especializações, nomeadamente no que se refere aos problemas sociais e à moderna gestão empresarial.
Decreto Lei n.º 522/72, de 15 de dezembro, que cria o Iscte

O Iscte abre, pois, portas com dois cursos: Ciências do Trabalho e Gestão de Empresas.

Eduardo Gomes Cardoso sublinharia que o projeto de criação do Iscte, como antes os projetos de criação do GIS, e do IES, eram

Cavalos de Troia que, persistentemente, se vão insinuando e construindo a importância dos estudos sociais, da produtividade, da gestão e das afinidades entre estes temas, até que surgisse uma oportunidade de institucionalização, quer dizer, até que a ação paralela de outras instituições, e tendo como pano de fundo motor a evolução económica e científica portuguesa e estrangeira, tivesse diminuído resistências, esclarecido antagonismos e atualizado opiniões.
Eduardo Gomes Cardoso, em Iscte: 35 Anos, Nascido para Inovar.  

“Cavalos de Troia” com os quais se procurou modernizar as universidades e o país. Um país em que, nessa época, na década de 70, as palavras sociologia e gestão eram mal vistas pelo regime conservador e autoritário, como era mal vista qualquer tentativa de mudança. Sociologia não se sabia bem o que era, mas suspeitava-se que, sendo etimologicamente próxima de socialismo, fosse comunismo disfarçado. Gestão era uma mistura confusa de administração, direção, organização e racionalização, isto é, um conjunto de condições indispensáveis ao crescimento económico e empresarial, mas este, inevitavelmente, fortaleceria os sindicatos, o que o tornava indesejável do ponto de vista do regime.

Em 1974, com a revolução de abril, surge a oportunidade de tomar Troia. No Iscte, o curso de ciências do trabalho foi transformado no curso de Sociologia, o primeiro do país, e é consolidado o lugar do estudo e do ensino da Antropologia Social e da História Contemporânea nos diferentes cursos, incluindo o curso de Organização e Gestão de Empresas. A partir de então, forma-se uma terceira base de recrutamento de professores: jovens formados no estrangeiro, muito deles exilados políticos do regime autoritário, que se juntam ao GIS e ao Iscte, reforçando o quadro de investigadores-professores e contribuindo para um ambiente plural e cosmopolita.

2. A expansão da investigação e do ensino

A partir de meados da década de 80, inicia-se um período de expansão das atividades de investigação e de ensino que se prolongará até aos anos 2000.

No domínio da investigação, por iniciativa dos jovens docentes, são criados vários centros de investigação, ampliando um movimento iniciado ainda em 1979, com a constituição do Centro de Estudos de História Portuguesa Contemporânea (CEHPC), e prosseguido em 1981 com a fundação do Centro de Estudo Africanos. São assim sucessivamente criados: em 1984, o Centro Interdisciplinar de Estudos Económicos (CIDEC); em 1985, o Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES); em 1986, o Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS); em 1989, o Centro de Estudos sobre Mudança Socioeconómica (DINAMIA), a Associação para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Técnicas de Informática (ADETTI), bem como o Centro de Investigação e Intervenção Social (CIIS), na área da psicologia social; em 1991, o Centro de Estudos Territoriais (CET). Em 1994, é criada a Unidade de Investigação em Desenvolvimento Empresarial (UNIDE). Mais tarde o CET haveria de se juntar ao DINAMIA e o CEHCP ao CIES, a ADETTI, alargando o seu âmbito à arquitetura, daria lugar ao atual Centro de Ciências e Tecnologias de Informação e Arquitetura (ISTAR), e o Centro de Estudos Africanos (CEA) transformar-se-ia no Centro de Estudos Internacionais (CEI).

Em 1988, assinala-se a constituição de uma associação entre o Iscte e um grupo de empresas de diversos sectores de atividades económica, o Instituto para o Desenvolvimento da Gestão Empresarial (INDEG), que tem como principal missão a formação pós-graduada de executivos em gestão.

Neste mesmo período, no campo do ensino, o Iscte promoveu uma agenda inovadora, dando um contributo efetivo para a modernização da universidade portuguesa, com a criação dos primeiros cursos de mestrado no país em diversas áreas disciplinares: em Sociologia, com especialização em Sociologia do Trabalho e Sociologia Urbana e Rural; na área da gestão, com a criação dos mestrados em Gestão, Estratégia e Desenvolvimento Empresarial, e em Sistemas de Informação em Gestão, bem como de pós-graduações em Comportamento Organizacional e em Políticas e Gestão de Recursos Humanos. O Centro de Estudos Africanos lançou a sua primeira pós-graduação em Desenvolvimento Social e Económico em África.

Além da formação pós-graduada, neste período foram ainda criados vários novos cursos de licenciatura: Informática e Gestão de Empresas; Gestão e Engenharia Industrial; Sociologia e Planeamento; Economia; História Moderna e Contemporânea; Gestão de Recursos Humanos; Finanças e Contabilidade; Engenharia Informática e Telecomunicações; Marketing e Engenharia Informática. Mais tarde serão criados ainda as licenciaturas de Arquitetura, Ciência Política e Serviço Social.

No início do novo século, quando se iniciou a adequação dos programas de ensino superior ao processo de Bolonha, o Iscte, que tinha, entretanto, completado 30 anos de existência, oferecia formação em 16 cursos de licenciatura, 32 cursos de mestrado e 7 de doutoramento.

O processo de expansão do Iscte fez-se por desdobramento e cruzamento disciplinar, a partir da matriz curricular dos seus dois cursos fundadores. Sociologia e Gestão de Empresas tiveram, desde a origem, matrizes curriculares pluridisciplinares, contruídas com o contributo de várias disciplinas de formação complementar, como a economia, a história, a psicologia, a antropologia, a matemática e a estatística. Simultaneamente, os cursos proporcionavam o aprofundamento de áreas de especialização nas disciplinas principais. No caso da sociologia, as especialidades em sociologia do trabalho, da educação, política, rural, urbana e do desenvolvimento. No caso da gestão, as especialidades em marketing, logística e operações, saúde, recursos humanos, entre outras. É a partir desta constelação de disciplinas complementares e de especialização que nascem os novos cursos de licenciatura e de mestrado, associados a dinâmicas de inovação geradas por iniciativa dos professores.

Dois fatores ajudam a compreender esta capacidade de inovação no Iscte, que constituem ainda hoje traços que o distinguem das universidades tradicionais. Por um lado, uma cultura de funcionamento pouco marcada pela rigidez da hierarquia académica, sendo as responsabilidades de ensino e de investigação distribuídas pelo conjunto dos professores, maioritariamente muito jovens, mais em função das suas capacidades e motivação e menos pelo seu posicionamento na carreia docente. Por outro lado, a autonomia, em todos os patamares ou níveis de decisão, desde o topo até à base, resultante do estatuto institucional autónomo do próprio Iscte, isto é, um instituto universitário não integrado nas estruturas rígidas das universidades tradicionais. Como assinalou Paquete de Oliveira:

O Iscte, como instituto superior universitário não integrado manteve-se diretamente dependente do Ministro da Educação e Ensino Superior. O Ministro fazia delegação de competências no Secretário de Estado do Ensino Superior, o qual, por sua vez delegava no Presidente do Iscte. Isto explica bastante as autonomias que ganhámos, ainda antes das outras universidades. Obviamente, o Ministro e o Secretário de Estado tinham mais que fazer do que estar atentos ao expediente da atividade corrente do Iscte, por isso todas as suas competências eram delegadas na instituição.
José Manuel Paquete de Oliveira, em   Iscte: 35 Anos, Nascido para Inovar

Assim, pelo menos até 1988, data da publicação da Lei da autonomia das universidades, o Iscte gozou sempre de um grau de autonomia, sobretudo pedagógica e científica, muito superior ao das universidades tradicionais. Estas são provavelmente as razões que levam muitos dos que recordam a história do Iscte a afirmar que é a única universidade do país que se desenvolveu de baixo para cima, a partir da iniciativa do corpo docente que tirou pleno partido da autonomia de que beneficiava.

3. A consolidação do estatuto de instituto universitário

No panorama do ensino superior público em Portugal, o Iscte é o único instituto universitário especializado. O reconhecimento e afirmação deste estatuto iniciou-se com a publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo, de 14 de outubro de 1986, e da Lei da Autonomia das Universidades, de 24 de setembro de 1988, tendo o processo de consolidação do estatuto de Instituto universitário especializado duas dimensões, uma institucional e outra substantiva.

Do ponto de vista institucional, são relevantes alguns marcos. Em 1990, foram aprovados e promulgados os estatutos da instituição nos quais se consagrou a designação de “Instituto Universitário não integrado”, tendo passado a poder conceder, de forma totalmente autónoma, o grau de Doutor. Em 2000, foram aprovados e promulgados novos estatutos, nos quais a orgânica e os poderes dos órgãos de governo estabelecidos passaram a ser em tudo idênticos, exceto no nome, aos das universidades. Em 2005, o Iscte passou a integrar o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e, em 2006, aprovou em Assembleia de Escola a sua redenominação como Instituto Universitário de Lisboa.

Do ponto de vista substantivo, o marco relevante é, em 2007, a decisão de abandonar projetos de alargamento e diversificação das áreas disciplinares, ancorando o desenvolvimento futuro do Iscte em projetos de ensino pós-graduado e nas atividades de investigação, nas áreas disciplinares fundadoras: ciências empresariais, sociologia e políticas públicas, tecnologias de informação e comunicação, ciências sociais e humanas.

Esta decisão tem dois momentos importantes de concretização. A partir de 2007 com a adequação dos cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento ao processo de Bolonha. E, posteriormente, a partir de 2009, com a adoção, pelo Iscte, do Regime Fundacional, no quadro do novo Regime Jurídico do Ensino Superior, aprovado em 2007, e a consequente reforma da organização interna e a instituição das suas atuais quatro escolas e 16 departamentos:

  • a Escola de Gestão, constituída pelos departamentos de Marketing, Operações e Gestão Geral, de Contabilidade, de Finanças, de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional, de Economia e de Métodos Quantitativos para a Gestão e a Economia.
  • a Escola de Sociologia e Políticas Públicas, constituída pelos departamentos de Sociologia, de Métodos de Pesquisa Social, de Ciência Política e Políticas Públicas e de História.
  • a Escola de Tecnologias e Arquitetura, constituída pelos departamentos de Arquitetura e Urbanismo, de Ciências e Tecnologias de Informação e de Matemática.
  • a Escola de Ciências Sociais e Humanas, constituída pelos departamentos de Economia Política, de Antropologia e de Psicologia Social.

É neste contexto, de aprofundamento das áreas disciplinares fundadoras, que continuam a ser criados novos cursos de mestrado e de doutoramento, por desdobramento, cruzamento e aprofundamento disciplinar: ciência política, políticas públicas, serviço social, economia política, administração escolar, gestão de hotelaria e turismo, ciência de dados e ação humanitária.

O Iscte oferece hoje 17 cursos de licenciatura, acolhendo cerca de 4.500 estudantes, e mais de 50 cursos de pós-graduação, de mestrado e de doutoramento, acolhendo um número superior a 5.000 estudantes, de 98 nacionalidades diferentes.

4. O futuro

A criação do Iscte assentou em quatro traços distintivos que marcaram indelevelmente a sua história. Talvez o principal desafio futuro seja preservar esses mesmos traços, tendo em vista continuar a trajetória que permitiu construir esta instituição, que em breve completará 50 anos.

Em primeiro lugar, o objetivo de modernizar a universidade e o país, através da formação de quadros em moldes e em áreas disciplinares diferentes dos tradicionais. Até hoje, o Iscte manteve-se uma universidade diferente, especializada, e que, a partir das suas duas áreas fundadoras, sociologia e gestão, inovou sempre, ao longo dos seus 45 anos de história, abrindo novas áreas de ensino e investigação, gerando dinâmicas de criação de novos cursos, tendo sido pioneiro na abertura dos cursos como os de Sociologia, de Psicologia Social e das Organizações, de Antropologia Social, de Informática e Gestão de Empresas, ou de Políticas Públicas. Em 2018, seguindo esta trajetória, foram lançados novos cursos inexistentes no país, em Ação Humanitária e em Ciência de Dados.

Em segundo lugar, a articulação entre as atividades de ensino e as atividades de investigação e de produção de conhecimento, estabelecida desde a primeira hora pela ligação entre o Iscte e o GIS. Este foi o primeiro centro de investigação do País na área das ciências sociais e económicas e a circulação virtuosa entre o GIS e o Iscte, entre os lugares de investigação e de ensino, deixou uma marca que ainda perdura. O Iscte tem hoje oito centro de investigação que, em sede de avaliação institucional, têm mantido as mais elevadas classificações de Muito bom ou de Excelente, sendo a universidade com a maior percentagem de cursos e de estudantes em formação pós-graduada (mestrados e doutoramento). Em 2019, foi criado um centro de transferência de conhecimento e tecnologias – Iscte, Conhecimento e Inovação –, como espaço de trabalho colaborativo e interdisciplinar, o qual reúne, numa combinação inédita no país, as ciências sociais e humanas e as tecnologias digitais. A complexidade dos problemas que enfrentam as sociedades contemporâneas exigem o contributo das ciências sociais e o desenvolvimento das tecnologias digitais num paradigma que envolva conhecimento interdisciplinar e não centrado exclusivamente nas ciências da engenharia.

Em terceiro lugar, a orientação para a valorização do mundo do trabalho e das empresas, bem como das instituições do sector público, pautada pela intervenção, a relevância e a aplicação dos conhecimentos aos contextos profissionais do tecido empresarial e do tecido público. Tal orientação tem-se traduzido, ao longo da história do Iscte, no desenvolvimento da formação de executivos, de cursos em regime pós-laboral destinados a adultos já integrados no mercado de trabalho. O Iscte é atualmente a única universidade no país que oferece a maioria dos seus cursos de pós-graduação, de mestrado e de doutoramento em regime pós-laboral, bem como alguns dos seus cursos de licenciatura. Acresce que, tendo em vista manter e desenvolver os processos de ligação à sociedade e de transferência de conhecimentos, além do INDEG, foram criadas duas novas entidades participadas. Em 2005, foi constituído o Audax, um centro de inovação que, além de exercer atividade de consultoria, acolhe também diversos projetos com o objetivo de transformar ideias em negócio. Em 2011, foi criado o Instituto de Políticas Públicas e Sociais (IPPS) que reúne diversos organismos públicos e autarquias, com o objetivo de promover e contribuir para a melhoria da qualidade das políticas públicas.

Em quarto lugar, a autonomia e o pluralismo, sempre valorizados pela comunidade Iscte. Os elevados graus de autonomia e de diversidade internas permitiram uma trajetória de dinamismo e inovação. Continuar esta trajetória exige que se dê particular atenção à preservação do equilíbrio entre a autonomia científica e académica, baseada no poder profissional de professores e investigadores, e a eficiência e eficácia na gestão dos recursos públicos. Mas exige, também, que se mantenha o espírito de colegialidade e de relacionamento entre pares que permita ultrapassar a rigidez da autoridade académica e estimule a realização profissional de todos os professores, independentemente da sua categoria profissional.

Finalmente, continuar esta trajetória exige que, apesar do crescimento do Iscte, se mantenha a cultura de proximidade entre estudantes e docentes: a facilidade de comunicação e a disponibilidades dos docentes do Iscte para apoiar os estudantes no seu processo de desenvolvimento são um traço distintivo que também deve ser cultivado.

Cronologia - Ensino

2020

  • Desenvolvimento da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas em Sintra

2019

  • Início do Ensino da Ciência de Dados. O Iscte é a primeira instituição de Ensino Superior a ter uma licenciatura nesta área.
  • Criação da formação em Ação Humanitária.

2012

  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a Fernando Henriques Cardoso
  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a Manuel Marín

2011

  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a José Veiga Simão
  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a André Jordan
  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a Whei Zao

2010

  • Início do Ensino de Serviço Social, incentivando a criação de uma nova área do saber.

2007

  • Lançamento da Licenciatura em Finanças e Contabilidade

2006

  • Adequação dos cursos ao Modelo de Bolonha
  • Início do Ensino em Ciência Política

2003

  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a Serge Moscovici
  • Criação da Licenciatura em Engenharia Informática.

2000

  • Princípio da Licenciatura em Marketing

1999

  • Atribuição do título de Doutoramento Honoris Causa a Immanuel Wallerstein

1998

  • Início do Ensino de Arquitetura
  • Criação da Licenciatura em Engenharia de Telecomunicações e Informática.

  • Começo da Licenciatura em Finanças.

1996

  • Criação da Licenciatura em História Moderna e Contemporânea
  • Criação da Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos

1995

  • Início da Licenciatura em Psicologia Organizacional

1994

  • Início da Licenciatura em Economia

1993

  • Criação da Licenciatura em Gestão e Engenharia Industrial.
  • Início da Licenciatura em Sociologia e Planeamento.

1989

  • Criação da Licenciatura em Informática e Gestão de Empresas.

1988

  • Início do ensino na Área de Tecnologias de Informação

1983

  • Concedida a capacidade de viabilizar doutoramentos através do Decreto-Lei n.º 167/83, de 25 de abril

1982

  • Início do Ensino de Antropologia

1978

  • Oficialização da Licenciatura de Sociologia

1972

  • Início do ano letivo com 296 alunos inscritos: 219 em Economia, 66 em Organização e Gestão de Empresas e 11 em Ciências do Trabalho
  • Criação oficial dos cursos Organização e Gestão de Empresas e Ciências do Trabalho
Cronologia - Governação

2019

  • Maria Luísa Lima eleita Presidente do Conselho Científico
  • Joana Alexandre eleita Presidente do Conselho Pedagógico

 2018

  • Maria de Lurdes Rodrigues eleita Reitora do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa.

2017

  • Júlio Pedrosa eleito Presidente do Conselho Geral
  • Fernando Baptista eleito Presidente do Conselho Pedagógico

 2016

  • Carlos Santos Ferreira nomeado Presidente do Conselho de Curadores

2015

  • Francisco Cercas eleito Presidente do Conselho Cientifico

2013

  • Luís Antero Reto eleito Reitor ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
  • José Manuel Rebelo eleito Presidente do Conselho Cientifico
  • José Luís Saldanha eleito Presidente do Conselho Pedagógico

2011

  • Susana Carvalhosa eleita Presidente do Conselho Pedagógico

2010

  • Victor Franco eleito Presidente do Conselho Científico

2009

  • Luís Antero Reto eleito Reitor ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
  • António Ramalho Eanes nomeado Presidente do Conselho de Curadores
  • Carlos Lopes eleito Presidente do Conselho Geral

2007

  • Carlos Sá da Costa eleito Presidente do Conselho Científico
  • Sílvia Silva eleita Presidente do Conselho Pedagógico

2005

  • Luís Antero Reto eleito Presidente do ISCTE

2004

  • Maria de Lurdes Rodrigues eleita Presidente do Conselho Científico

2002

  • Albino Lopes eleito Presidente do Conselho Científico

1996

  • Manuel Alberto Martins Ferreira eleito Presidente do Conselho Diretivo
  • João Freire eleito Presidente do Conselho Científico

1994

  • Mário Leston Bandeira eleito Presidente Conselho Pedagógico

1992

  • João Ferreira de Almeida eleito Presidente

1990

  • Afonso de Barros eleito Presidente do ISCTE
  • José Manuel Paquete de Oliveira eleito Presidente do Conselho Diretivo do ISCTE
  • Jorge Correia Jesuíno eleito Presidente do Conselho Científico
  • Acácio Magro eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1989

  • Rogério Roque Amaro eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1988

  • Afonso de Barros eleito Presidente do Conselho Científico
  • José Manuel Vaz eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1986

  • António Silva Leal eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1985

  • João Ferreira de Almeida eleito Presidente do Conselho Científico

1984

  • José Prostes da Fonseca eleito Presidente do Conselho Diretivo

1983

  • Carlos Caiano Pereira eleito Presidente do Conselho Diretivo

1982

  • Mário Murteira eleito Presidente do Conselho Científico
  • Mário Campos Pinto eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1980

  • Eduardo Gomes Cardoso eleito Presidente do Conselho Diretivo
  • Francisco Pina Prata eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1979

  • Francisco Pina Prata eleito Presidente do Conselho Diretivo
  • José Joaquim Laginha eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1978

  • Adérito Sedas Nunes eleito Presidente do Conselho Científico

1977

  • José Joaquim Laginha eleito Presidente do Conselho Diretivo
  • Francisco Pina Prata eleito Presidente do Conselho Científico
  • Mário Murteira eleito Presidente do Conselho Pedagógico

1973

  • Henrique Martins de Carvalho nomeado Diretor do ISCTE
Cronologia - Institucional

2020

  • Projeto de novo Edifício Iscte - Conhecimento e Inovação com garantia de financiamento europeu

2009

  • Passagem ao regime fundacional, através do Decreto-lei nº 95/2009, de 27 de Abril
  • Publicação dos Estatutos do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
  • Criação das Escolas

2007

  • Aprovação em Senado da alteração da denominação para ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
  • Constituição da Assembleia Estatutária destinada a elaborar os novos estatutos no âmbito do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior

2005

  • Integração no Conselho de Reitores da Universidades Portuguesas (CRUP)

 2002

  • Inauguração do Edifício II

2000

  • Aprovação dos novos estatutos que conferem ao ISCTE um quadro organizacional de universidade através do Despacho Normativo nº 37/2000 de 5 de Setembro

1997

  • Membro da Fundação das Universidades Portuguesas

1995

  • Inauguração do Edifício INDEG
  • Inauguração Ala Autónoma

1994

  • Inauguração do Pavilhão Esplanada
  • Inauguração Cave ala sul

1990

  • Consagração do ISCTE em Instituto Universitário não integrado através da aprovação dos Estatutos pelo Despacho Normativo nº 11/90, de 7 de Fevereiro

1983

  • Concedida a capacidade de viabilizar doutoramentos através do Decreto-lei nº 167/83, de 25 de Abril

1978

  • Inauguração do Edifício I

1972

  • Criação do ISCTE através do Decreto-lei nº522/72, de 15 de Dezembro
Cronologia - Investigação

2020

  • Criação da Associação Iscte Conhecimento e Inovação, um centro de valorização e transferência de tecnologias

2013

  • Criação da nova unidade de investigação ISTAR — Information Sciences, Technologies and Architecture Research Center
  • Redesignação do anterior CEA para CEI (Centro de Estudos Internacionais)

2002

  • Inicio da Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão 
  • Início da Revista de Comunicação Cultura e Educação

2000

  • Início da Revista Cidades, Comunidades e Património

1997

  • Início da revista Etnográfica Revista do Centro de Estudos de Antropologia Social

1996

  • Início da Revista Economia Global e Gestão

1994

  • Constituição da Unidade de Investigação em Desenvolvimento Empresarial (UNIDE) 

1989

  • Constituição do Centro de Intervenção Social (CIS)
  • Constituição do Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica (DINAMIA) 
  • Constituição da Associação para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Técnicas de Informática (ADETTI)

1988

  • Constituição do Instituto para o Desenvolvimento da Gestão Empresarial (INDEG) 

1986

  • Constituição do Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS)

1985

  • Constituição do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) 
  • Início da Revista de Gestão

1983

  • Início da Revista Ler História

1981

  • Constituição do Centro de Estudos Africanos (CEA)

1975

  • Constituição do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa (CEHCP) 
Voltar ao topo