Apresentação

O LLCT-IUL veio permitir que os estudantes do 1º Ciclo possam adquirir e desenvolver competências genéricas que, a par dos conhecimentos específicos de cada área científica, incrementem o acesso ao emprego e promovam a cidadania responsável constitui uma meta essencial do Processo de Bolonha.

Esta concepção assenta na constatação de que os requisitos para a inserção socioprofissional dos diplomados incluem o desenvolvimento de capacidades pessoais que lhes permitam adaptar-se às exigências do mercado de trabalho presentes e futuras. Trata-se, por um lado, de incrementar a empregabilidade entendida não apenas como incremento da probabilidade de se adequar às necessidades explícitas dos empregadores, mas também enquanto potencial de criação de valor no futuro posto de trabalho. Por outro lado, a utilização destas competências constitui, por si mesma, um requisito fundamental para responder às necessidades de adaptação à mudança, fomentando uma orientação de aprendizagem contínua. 

Tal perspectiva exige dos diplomados a capacidade de conectar os conhecimentos específicos adquiridos no âmbito dos curricula próprios de cada área científica / técnica com habilidades socioprofissionais que lhes permitam seleccionar formas de actuação adequadas a cada contexto profissional. Especificamente, trata-se de orientar o ensino superior para a formação de diplomados capazes de identificar problemas, procurando respostas de forma proactiva, criativa e autónoma.

O projecto-piloto denominado Tuning Educational Structures in Europe estabeleceu padrões de referência para o alcance destes objectivos. Num estudo que se assumiu como núcleo desse projecto, foram consultados académicos, estudantes e empresários de vários países europeus (incluindo Portugal), os quais se pronunciaram sobre as competências que esperavam encontrar nos diplomados. Os resultados mostraram uma clara convergência quanto às competências mais importantes a desenvolver. Assim, consideraram-se prioritárias as seguintes áreas de desenvolvimento de competências:

  • Capacidade de análise e síntese;
  • Capacidade de aprender;
  • Habilidade para resolver problemas;
  • Capacidade de aplicar o conhecimento;
  • Capacidade de adaptar-se a situações novas;
  • Preocupação pela qualidade;
  • Capacidade para trabalhar a informação;
  • Capacidade de trabalhar autonomamente e em grupo.

Para referir este género de competências, a designação” transversais” não é universalmente utilizada. Em uso corrente, pode ser encontrado um largo conjunto de designações, incluindo “competências – chave”, “nucleares”, “essenciais” ou “comuns”. Os relatórios do projecto Tuning, por exemplo, referem-se a competências genéricas, distinguindo três grupos:

  • Competências instrumentais: capacidades cognitivas, metodológicas, tecnológicas e linguísticas;
  • Competências interpessoais: capacidades individuais tais como as competências sociais (interacção social e cooperação);
  • Competências sistémicas: capacidades e competências relacionadas com o sistema na sua totalidade (combinação da compreensão, da sensibilidade e conhecimento que permitem ao individuo ver como as partes de um todo se relacionam e se agrupam).

Atravessando esta classificação, mas incluindo-a, as competências em apreço no presente documento consideram-se transversais e transferíveis. Transversais porque necessárias em contextos profissionais diversos e utilizadas por profissionais de diferentes áreas. Isto é, são relativamente independentes do background estritamente profissional de quem as utiliza. Adquiridas através da experiência e desenvolvidas com base no feedback de outrem, aplicam-se em campos diversos dos que sustentaram o processo que conduziu à sua aprendizagem, quer dizer, são transferíveis.

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