PT
Esta investigação examina a adoção da nova Norma de Relatórios Voluntários de
Sustentabilidade (VSME) por parte de pequenas e médias empresas (PMEs) alemãs nos setores
de construção e imobiliário. O estudo identifica os fatores específicos, barreiras e mecanismos
de adaptação que influenciam a implementação. Foi utilizado um desenho de pesquisa
exploratória qualitativa, baseado em entrevistas semiestruturadas com 11 líderes seniores,
gerentes e representantes de sustentabilidade de PMEs. Aplicando a análise temática através
dos pilares regulativos, normativos e culturais-cognitivos da teoria institucional, os resultados
mostram que a adoção é influenciada principalmente por fatores regulativos (por exemplo,
acesso a financiamento) e normativos (por exemplo, pressão da cadeia de abastecimento). As
barreiras identificadas durante as entrevistas incluem elevados custos de implementação,
complexidade regulatória e perceção de diferença de valor. As diferenças de valor percebidas e
identificadas podem ser atribuídas ao foco do VSME em métricas ao nível da empresa,
enquanto os intervenientes do mercado frequentemente exigem dados de sustentabilidade ao
nível do projeto. As empresas estão a lidar com isto recorrendo à contratação de consultores
externos, ao uso do design modular do VSME para uma implementação gradual e à
reformulação estratégica da norma como uma ferramenta interna para melhoria de processos.
O estudo conclui que estas PME veem pragmaticamente o VSME menos como um fardo de
relatórios e mais como uma ferramenta organizacional para construir capacidade interna e
preparar-se para a futura divulgação obrigatória.
EN
This research examines the adoption of the new Voluntary Sustainability Reporting Standard
(VSME) by German small and medium-sized enterprises (SMEs) in the construction and real
estate industries. The study identifies the specific drivers, barriers, and coping mechanisms
influencing the implementation. A qualitative exploratory research design was employed,
grounded in semi-structured interviews with 11 senior leaders, managers and sustainability
representatives from SMEs. Applying thematic analysis through the regulative, normative, and
cultural-cognitive pillars of institutional theory, the findings show that adoption is primarily
influenced by regulative (e.g., access to finance) and normative (e.g., supply chain pressure)
drivers. Identified barriers during the interviews include high implementation costs, regulatory
complexity, and a perceived value gap. The identified perceived value gaps stem from the
VSME's focus on company-level metrics, whereas market stakeholders frequently demand
project-level sustainability data. Firms are coping by engaging external consultants, using the
VSME’s modular design for a stepwise implementation, and strategically reframing the
standard as an internal tool for process improvement. The study concludes that these SMEs
pragmatically view the VSME less as a reporting burden and more as an organisational coping
tool to build internal capacity and prepare for future mandatory disclosure.