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Liberdade de expressão, de escolha, igualdade, direito ao voto... tomamos por garantido aquilo que outrora teve de ser reclamado. Numa espécie de "por favor, chame o seu gerente à escala universal, protestar é um direito que se exerce como rastilho para conquistar outros. E, por vezes, esquecemo-nos porque continua a ser (e será sempre) importante dar o corpo ao manifesto.
Tiago Carvalho, sociólogo, Investigador Integrado no CIES-Iscte - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ESPP), e autor do livro Contesting ilusterity - Social Movements and the left in Portugal and Spain, partilha com a Vogue o seu arcabouço profissional, pejado de estudos sobre o tema: "Protestar consolidou-se a partir do século XIX no mundo ocidental (ainda que não exclusivamente) como uma forma de reivindicação dos estados e governos de direitos de diferente natureza2.