PT
O presente trabalho desenvolve o projeto de uma Casa do Povo na vila histórica
de Vila Viçosa, num terreno desocupado junto à Avenida Duques de Bragança. O
edifício tira partido da sua localização privilegiada, com vista direta para a muralha
e torre de menagem do castelo, e utiliza o mármore como material predominante.
O projeto repensa o conceito de Casa do Povo enquanto um espaço comum e
edifício coletivo ao serviço da comunidade.
A proposta arquitetónica é marcada pela criação de um pátio central que estabelece
uma ligação pedonal entre a Avenida Duques de Bragança e a Rua dos Combatentes
da Grande Guerra. Este pátio é desenhado por dois corpos distintos,
cada um denido por um volume e um muro de pedra – mármore rosa - opostos,
que, em conjunto, suportam uma grande cobertura, debaixo da qual os programas
acontecem. O pátio é o espaço que articula todos os espaços que cosntituem a
Casa do Povo e a sua presença na cidade.
A relação com o lugar e o uso de mármore — evocando a tradição da construção
em pedra— constituem a base fundamental para o desenvolvimento deste projeto.
EN
The present work details the proposal for a new Casa do Povo (People's House) in
the historically signicant town of Vila Viçosa. The project is sited on a previously
vacant plot adjacent to the Avenida Duques de Bragança. The design leverages its
prime location, offering a direct visual axis towards the castle's monumental wall
and keep, and employs marble as the primary constructive material.
The scheme fundamentally redenes the conventional typology of the Casa do
Povo, positioning it as a dynamic communal space and a collective civic edice
dedicated to serving the local community.
The core of the architectural proposition lies in the insertion of a central courtyard,
which establishes a critical pedestrian link between Avenida Duques de Bragança
and Rua dos Combatentes da Grande Guerra. This void is formally framed
by two distinct volumes (or masses), each articulated by an opposing marble volume
and a stone wall. These structural components collectively support an expansive
monolithic roof plane, under which all programmatic functions are sheltered,
establishing the courtyard as the principal spatial and circulatory organizer of the
entire complex.
This profound dialogue with the site and the strategic that resembles marble
blocks — thereby evoking the enduring tradition of stereotomic construction —
forms the fundamental basis for the development of this project.