PT
Este estudo procura compreender as experiências vividas por noras na Índia que desempenham
o papel de cuidadoras informais dos seus sogros, explorando como o cuidado é experienciado,
significado e situado nos seus contextos familiares e culturais. Foram realizadas oito entrevistas
semiestruturadas, analisadas por meio de análise temática, com o intuito de aprofundar a
compreensão sobre as tarefas de cuidado, o quotidiano e as relações familiares das participantes.
Dessa análise emergiram três temas centrais: 1) o cuidado está presente em todos os aspetos da
vida e a atravessa por completo, 2) o cuidado é profundamente moldado pelo contexto cultural,
e 3) as relações constituem o espaço no qual o cuidado se manifesta. Os resultados revelam que
o apoio social e o reconhecimento dos esforços das cuidadoras favoreceram experiências mais
positivas no exercício do cuidado. A maioria das participantes demonstrou o desejo de preservar
a própria autonomia na velhice, expressando que só aceitariam ser cuidadas pelos filhos em
situações de real necessidade. Tal posicionamento sugere que, embora elas sustentem o papel
de cuidadoras em suas famílias e transmitam aos filhos valores de respeito e zelo pelos mais
velhos, não desejam que essa prática se perpetue de forma obrigatória, mas sim como uma
escolha livre e consciente das futuras gerações.
EN
The present study explores the lived experiences of daughters-in-law in India who serve as
informal caregivers to their parents-in-law. Data was collected through eight semi-structured
interviews and analyzed using thematic analysis to gain deeper insight into caregiving tasks,
daily lives, and family dynamics. From this, three themes emerged: 1) caregiving is everywhere
and all-encompassing, 2) caregiving is embedded in the cultural context, and 3) relationships
are the context in which caregiving exists. Findings suggest that better social support and
appreciation for the caregivers’ efforts assisted the participants and improved their caregiving
experience. Most participants wished to remain independent as elders, and only wanted their
children to be their caregivers if necessary. This may indicate that, although the participants
endured the caregiver role in their family setting and imparted the values of elderly respect and
care to their children, they do not wish for their own children to be caregivers unless the children
desired to do so.