PT
Este ensaio explora a relação entre caminhos pedonais e desenho urbano, explorando como a
estrutura pedonal influencia a vivência dos habitantes e a integração entre áreas da cidade. O estudo
foca-se no bairro de Olivais-Sul, com destaque para a Célula E, exemplo de urbanismo moderno em
Lisboa. A relevância do tema está vinculada aos desafios atuais de mobilidade urbana, sustentabilidade
e qualidade dos espaços públicos, especialmente em áreas afetadas por fragmentação urbana e
descontinuidade dos percursos pedonais.
O objetivo principal é propor uma intervenção urbanística que promova a continuidade espacial, a
integração com as áreas circundantes e o reforço da mobilidade sustentável, transformando zonas de
transição em espaços acessíveis e conectados.
A metodologia combina análise física e territorial, com base em cartografia histórica e atual, e análise
bibliográfica, fundamentada em autores como Jan Gehl, Christopher Alexander e Kevin Lynch, além
dos, Ebenezer Howard e Meenakshi.
A proposta contribui para superar barreiras pedonais que isolam a Célula E do tecido urbano,
oferecendo uma estrutura integrada e adaptada à escala humana. Valoriza-se a caminhabilidade como
elemento estruturante, promovendo coesão urbana, qualidade dos espaços públicos e mobilidade
ativa. Este ensaio oferece diretrizes para intervenções que conciliem sustentabilidade, acessibilidade
e vivência urbana.
EN
This essay analyzes the relationship between pedestrian pathways and urban design, exploring how
the pedestrian structure influences residents experience and the integration of different city areas.
The study focuses on the Olivais-Sul neighborhood, with emphasis on Cell-E, an example of modern
urbanism in Lisbon. The topic is relevant due to current challenges in urban mobility, sustainability,
and the quality of public spaces, especially in areas affected by urban fragmentation and discontinuity
of pedestrian routes.
The main objective is to propose an urban intervention that promotes spatial continuity, integration
with surrounding areas, and the reinforcement of sustainable mobility, transforming transition zones
into accessible and connected spaces.
The methodology combines physical and territorial analysis based on historical and current
cartography, along with bibliographic review grounded in authors such as Gehl, Alexander, and Lynch,
as well as Ebenezer Howard e Meenakshi
The proposed plan contributes to overcoming pedestrian barriers isolating Cell-E from the urban fabric,
offering an integrated structure adapted to the human scale. Walkability is valued as a structuring
element, promoting urban cohesion, quality public spaces, and active mobility. This essay provides
guidelines for interventions that reconcile sustainability, accessibility, and urban experience.