PT
Na sequência de vários escândalos e casos de corrupção na classe política, os gestores
empresariais têm surgido como potenciais atores políticos, com a capacidade percebida de
participação nos processos de decisão política, que afetam uma determinada comunidade. A
investigação tem aceite que as práticas de responsabilidade social (RSO) podem ser uma
estratégia política adotada pelas organizações, resultando num novo conceito: a
responsabilidade social política. Mais especificamente, a perspetiva Habermasiana da RSO
política assume que as organizações envolvem-se neste tipo de atividade para obter
legitimidade política, ou seja, o direito a serem obedecidas.
Com base numa amostra de 220 participantes, este estudo procura facultar uma
medida quantitativa de RSO política, que está em falta na literatura, e com base na perspetiva
Habermasiana. Neste sentido, o estudo testa em que medida o envolvimento em práticas de
RSO se reflete na legitimidade política dos gestores empresariais. Também procura identificar
em que medida a competência política reconhecida nos gestores está associada ao
envolvimento na RSO e na legitimidade política individual.
Os resultados mostram que as práticas de RSO focadas na comunidade, natureza e
voluntariado bem como as focadas nos empregados contribuem para construir a legitimidade
política dos gestores. Em acréscimo, a competência política dos gestores desempenha um
papel importante ao facilitar a adoção de estratégias políticas eficazes, neste caso, de RSO.
EN
Following many scandals and corruption cases among political class, business
managers have been emerging as potential political actors, with a perceived ability to
participate in political decision-making processes, which affects a determined community.
Previous research has been considering engagement in CSR as a political strategy adopted by
organizations, resulting on a new concept linked to this idea: Political CSR. More specifically,
the Habermasian perspective of political CSR assumes that organizations engage in these
practices in order to obtain political legitimacy, i.e., the right to be obeyed.
Based on a sample of 220 participants, this study aims to provide a quantitative
measure of political CSR, which is lacking in the literature, regarding the Habermasian
perspective. In this sense, this study tests the extent to which engagement in CSR practices
reflects on business managers’ political legitimacy. It also seeks to know if attributed business
managers’ political skill affects CSR engagement and individual political legitimacy.
Results show that engagement in specific CSR practices, namely towards community
members plus nature and volunteering issues, as well as towards organizations’ employees,
build business managers’ political legitimacy. Additionally, business managers’ political skill
plays an important role since it facilitates the adoption of an effective political strategy, in this
case, CSR.