PT
Esta dissertação analisa a atratividade do judo para marcas desportivas e não
desportivas em Portugal, identificando determinantes de decisão, práticas de
aproximação/negociação/ativação e métricas de retorno. Em modalidades de
menor visibilidade, a eficácia depende menos da exposição e mais da congruência
marca–modalidade, da qualidade da ativação e do contexto (escala federativa, distribuição
territorial e dinâmica competitiva).
Adota-se um desenho misto com ênfase qualitativa. A componente qualitativa
integra entrevistas semiestruturadas a seis perfis (atletas com e sem patrocínio; marcas
desportivas; marcas não desportivas; especialistas/gestores; dirigentes de federação/clubes),
realizadas maioritariamente por correio eletrónico (assíncronas) e, complementarmente,
presenciais, com análise temática. A componente quantitativa utiliza dados secundários do
IPDJ e da FPJ: praticantes federados (total/sexo/escalão/distrito), estrutura competitiva e
participação, número de clubes/treinadores/árbitros e, quando disponível, indicadores
financeiros agregados; harmonização de séries, cálculo de taxas por 100 000 habitantes e
índices base 100, com documentação do tratamento de valores em falta.
Os resultados evidenciam a centralidade da congruência (funcional, imagem/valores,
público/contexto), a importância da ativação (no local, digital, comunidade) com métricas
proporcionais à escala e o papel do contexto federativo e territorial na captação e valorização
de parcerias. Assinalam-se riscos reputacionais (segurança da marca) como barreira para
marcas não desportivas na ausência de salvaguardas. O estudo apresenta recomendações
operacionais para marcas e entidades do judo e explicita limitações de autosseleção e de
cobertura/definição dos dados secundários, mitigadas por triangulação.
No estrato marcas desportivas, inclui-se o subsegmento “meios de comunicação
desportivos” (canal de televisão), com etiqueta preservada na análise e confirmação por
análise de sensibilidade.