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Para Rui Pena Pires, do Observatório de Emigração, a melhor maneira de entender o volume das remessas "é ter em conta que, em média, nos últimos dez anos, foram ligeiramente superiores aos fundos comunitários transferidos para Portugal", com a exceção do financiamento extraordinário do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Igual a fundos europeus "Há a perceção de que os dinheiros europeus são fundamentais para o desenvolvimento do país. É talvez a melhor comparação", aponta. A diferença, aponta o investigador do Centro de Investigação de Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa, é o destino: enquanto os fundos europeus têm um fim coletivo, as remessas são transferências particulares.