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A qualidade da democracia em Portugal é suficientemente robusta para que a sociedade portuguesa resista ao Chega, que apesar do crescimento, pode ter alcançado um limite máximo de votação. É a convicção de Tiago Fernandes, investigador e professor de Ciência Política do ISCTE que apresenta hoje no Fórum das Políticas Públicas alguns dados de um livro intitulado "Qualidade Democrática no Sul da Europa". Ouvido pela Antena 1 este investigador assinala que o contexto atual é propício ao crescimento dos partidos populistas alimentados sobretudo pelos votos de quem se tem mantido na abstenção. Tiago Fernandes diz também que existem falhas nas políticas públicas e na preservação do estado social que motivam o crescimento de um partido populista.
Declarações de Tiago Fernandes, investigador e professor de Ciência Política do ISCTE.