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Se hoje a língua portuguesa é considerada uma das sete línguas "verdadeiramente globais" do planeta, na definição do académico Nuno Crespo, que com o seu colega do Iscte Luís Reto têm estudado profundamente o português enquanto um "activo global", deve a façanha ao Brasil. Quase 220 dos 263 milhões de falantes do português vivem no gigante da América do Sul. Em África, a realidade é diferente. O português está a alastrar, mas não domina como em Portugal, em São Tomé ou no Brasil. Se 98% dos santomenses falam o português, seja como língua materna ou como segunda língua, na Guiné esse valor desce para os 27%, de acordo com cálculos de Luís Reto e de Nuno Crespo.