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As investigadoras Edna Costa, Ana Espírito-Santo e Patrícia Silva, que escreveram um capítulo sobre género e voto na obra O Eleitorado Português do Século XXI (2024), em que afrmam que este fosso “nunca foi claramente visível” em Portugal. As eleições entre 2002 e 2022, contudo, mostram que houve um “reforço do gender gap” — que chegou aos 4,7 pontos percentuais há dois anos — “ancorando o voto feminino mais à esquerda”