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A solução integrada, pensada em articulação com outros fatores e atores que compõem a mudança de paradigma, é defendida por Ana Brandão, doutorada em espaço público e regeneração urbana. A investigadora do Instituto Universitário de Lisboa (Iscte) defende que a implementação de zonas 20 deve ser acompanhada pelo reforço do transporte público, mas também pelo envolvimento da comunidade que utiliza os espaços públicos. “Espera-se que as pessoas alterem os seus comportamentos e isso não é uma coisa que acontece só porque se muda o redesenho da cidade. Se queremos que as pessoas passem a utilizar os espaços de outra forma, é preciso trabalhar com as comunidades. Em Portugal falhamos muito nesse sentido. O investimento ainda está muito naquilo que é a obra física e pouco nessa dimensão mais humana”, afirma a investigadora do Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, unidade que pertence ao Iscte.