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institucional • 31 jan 2020
Iscte na vanguarda da criação de novas residências

Maria de Lurdes Rodrigues, Reitora do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, afirmou-se como porta-voz do agradecimento do empenho do governo, das câmaras municipais, das empresas públicas e das universidades, na concretização do projeto de aproveitar as estações de caminho de ferro de Santa Apolónia, Pragal, Carcavelos, Monte Abraão e Portela de Sintra, para a construção de cinco novos condomínios universitários. “Fui testemunha, ao longo dos últimos dois anos, dos esforços desenvolvidos para encontrar soluções. Mas os obstáculos enfrentados têm sido, infelizmente, maiores do que a nossa vontade”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

A Reitora do Iscte sublinhou que “o défice de residências é um problema público, que afeta particularmente a AML, e que aflige, em primeiro lugar, os estudantes e as suas famílias pelos custos económicos que representam, mas também pelos custos de dependência e autonomia que lhe estão associados”. Maria de Lurdes Rodrigues acrescentou ainda que as universidades estão conscientes da gravidade da situação, uma vez que este défice “as impede de cumprirem cabalmente a sua missão de abertura e democratização do acesso ao Ensino Superior, e também de internacionalização”, uma vez que “não existem condições para acolher com dignidade os estudantes internacionais que nos procuram”.

Proibido desistir

Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou a importância para as universidades da assinatura do protocolo entre o Iscte, a Universidade Nova, a Infraestruturas de Portugal e a IP Património – com o alto patrocínio do Governo –, na medida em que é a tradução prática da perseverança e da resiliência perante as dificuldades. “A melhor forma de resolver o problema é não desistir dele, é persistir na busca de soluções. E as melhores soluções encontram-se com a cooperação, a junção de esforços e a mobilização dos recursos disponíveis, particularmente dos recursos públicos”, acrescentou.

A Reitora do Iscte fez ainda questão de enfatizar que este projeto, que permitirá a criação de mais 1220 camas universitárias, é fundamental porque “pode convergir com a política de transportes e com a política ambiental. Pode contribuir, e certamente contribuirá, para a viabilização do transporte público, sendo, portanto, um projeto amigo do ambiente e amigo da política das cidades”.

Governo aplaude protocolo 

Presentes na cerimónia que decorreu na Estação de Santa Apolónia em Lisboa estiveram os ministros das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Pedro Nuno Santos sublinhou que existe “um grande problema de acesso à habitação e, em particular, da parte dos nossos estudantes, no acesso a residências acessíveis", acrescentando que é imperioso garantir que a situação financeira não seja obstáculo da entrada dos estudantes no ensino superior.

Manuel Heitor também destacou a importância de estimular a democratização do acesso ao ensino superior, e que uma das condições fundamentais é a garantia de condições de habitação. “O alojamento a preços regulados é uma medida da maior necessidade”, concluiu.

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