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A segunda edição dos Encontros com História, hoje e amanhã no Iscte, Lisboa, abriu com uma conferência do historiador José Pacheco Pereira, pioneiro no estudo do movimento operário português – no dizer da Professora Miriam Halpern Pereira, uma das organizadoras.
Pacheco Pereira, fundador do Arquivo Ephemera, partilhou várias histórias das suas recolhas e pesquisas documentais sobre o “Protesto Urbano e Operário de meados do século XIX até 1974” destacando dois momentos cruciais de resistência: a que surgiu no pós-Guerra com a candidatura de Norton de Matos à Presidência e o MUD-Movimento de Unidade Democrática e, mais tarde, outro à volta do Maio de 1968. Lembrou que a “crítica do conteúdo de classe do ensino” introduziu novos temas e abordagens” mais numa perspetiva marxista. A censura, recordou, teve “enorme importância nos 48 anos de regime”, não apenas por proibir temas políticos, mas sobretudo pela censura exercida sobre tudo o que fossem críticas à autoridade, sendo que “parte significativa tinha a ver com as mulheres e com os costumes”. Para Pacheco Pereira foi obra da censura “uma certa diabolização da ideologia” que se mantém hoje.
Segundo o historiador, uma geração de portugueses foi moldada pela censura que ia muito para lá da proibição de publicação ou de exibição de livros em bibliotecas. Extravasava para os campos da sexualidade e dos costumes, enfim “todos os aspetos da vida que perturbassem a ordem instituída e pudessem gerar conflito”. O historiador atribui a esta censura uma “rutura de memória” instituída pelo regime, mas que também se fez, do lado da resistência, pelo Partido Comunista. “A própria história do PCP antes de 1941 é alvo dessa rutura da memória”, destacou. Assim, “houve muito conflito histórico que ainda não está estudado, embora haja documentação”. Pacheco Pereira evocou o papel na resistência da JOC-Juventude Operária Católica e da sua crítica ao capitalismo, de acordo com a tradição da doutrina social da igreja, que o regime tentava abafar.
No encerramento da sia intervenção de abertura foi dado enfase ao facto de a “composição e tradição política no Porto e em Lisboa, mesmo ao nível das instituições, não ter sido a mesma” no anterior regime.
Este ano com o tema Resistências: Tempos e Memórias, os Encontros com História decorrem a 20 e 21 de fevereiro (Programa). Consistem numa série de conferências e mesas de debate, que também têm um valor formativo suplementar para professores do Ensino Secundário.