ATENÇÃO: Esta página foi traduzida automaticamente pelo Google Translate. Isto pode ter consequências inesperadas no conteúdo apresentado e, portanto, não nos responsabilizamos pelo resultado dessa tradução automática.


ATTENTION: this page has been automatically translated by Google Translate. This can have unexpected consequences and, therefore, we do not take responsibility for the result of that automatic translation.

menu
menu close
Investigação

É preciso dizer que o racismo existe em Portugal.

2017-09-21
Publicado por
Gabinete de Apoio à Investigação e Projetos

Estudos indicam que há racismo em Portugal e as ações de sensibilização são uma das formas de combate ao racismo. A investigadora do CIES-IUL, Cristina Roldão, tem desenvolvido trabalho no terreno, em contacto direto com as pessoas, em universidades, escolas, bairros da periferia de Lisboa e espaços culturais no centro da cidade, de forma a esclarecer e sensibilizar sobre os efeitos do racismo e as desigualdades étnico-raciais na sociedade portuguesa, dando pistas para a interpretação e intervenção social.

 Como sublinha a investigadora, ‘o objetivo é sensibilizar as pessoas para as desigualdades étnico-raciais e racismo, partilhando informação privilegiada: "traduzindo-a" para que diferentes públicos se possam apropriar da informação; e respondendo a questões colocadas pelo público nos seus próprios termos.’

Cristina Roldão

Cristina Roldão integra uma equipa de investigadores que procura conhecer melhor a realidade dos jovens afrodescendentes no sistema de ensino em Portugal, e as conclusões apontam para uma ‘associação entre pobreza e origem imigrante constante na legislação produzida’ e destaca ‘a inclusão das medidas educativas dirigidas a descendentes de imigrantes no pacote de Medidas de Apoio a Imigrantes, associando as problemáticas de pais e filhos‘. O que remete os jovens descendentes para a condição de imigrante e não para a de cidadão de pleno direito – uma geração que ou já nasceu ou iniciou o percurso escolar no nosso país, conforme esclarece o livro de autoria da equipa ‘Caminhos escolares de jovens africanos que acedem ao ensino superior’.

Dados sublinham as desigualdades étnico-raciais em Portugal nos resultados escolares, no exercício de profissões de base e de topo, nos rendimentos auferidos. Estes dados são possíveis através do cruzamento de fontes diversas, que incluem os Census 2011, estudos da DGEEC/MEC e dados da Direcção-Geral da Política de Justiça, e de publicações e estudos específicos. A recolha de dados étnico-raciais é um tema polémico entre académicos e políticos e tem vindo a ser discutida em diferentes fóruns. Em cima da mesa tem estado a questão de que, não obstante a eventual utilidade para se conhecer e combater as desigualdades étnico-raciais, poderia, por outro lado, trazer a legitimação da discriminação. Estes são alguns dos argumentos usados de parte a parte.

A investigadora estará presente para comentar o filme ‘13th’ na Mostra Internacional de Cinema Anti Racista (MICAR).