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Um ambiente de grande descontentamento entre a juventude, um país comprimido, opressivo, no qual se ensinava sob grande tensão e insegurança… É assim que a historiadora Miriam Halpern Pereira, uma das professoras do então recém-criado Iscte, no Campo Grande, em Lisboa, fala do período que antecedeu o 25 de Abril de 1974.
A catedrática emérita do Iscte testemunha que, naquele tempo, esta era já uma escola pioneira pela interdisciplinaridade que praticava e pelo pensamento crítico que estimulava (entrevista à revista Entrecampus, nº 5)
Luís Nuno Rodrigues tinha apenas seis anos quando se deu o 25 de Abril de 1974. O historiador, que é hoje é professor catedrático e diretor do Departamento de História do Iscte, não entendia então o rebuliço que se vivia no país. Lembra-se, porém, de que inúmeras siglas partidárias e muitos rostos de líderes políticos apareciam todos os dias nos jornais. Criança que era, começou a recortar essas imagens e a fazer uma pessoalíssima “caderneta de cromos”, fazendo corresponder uns e outros.
Luís Nuno Rodrigues lançou há dias “Brevíssima História da Revolução dos Cravos”, a síntese que faltava para narrar os anos da revolução, uma obra especialmente destinada a quem não viveu aquele período. O lançamento aconteceu no Iscte, com a presença da Reitora Helena Carreiras e de Maria Inácia Rezola, comissária executiva da Estrutura de Missão para as Comemorações do 50º aniversário do 25 de Abril. O livro condensa em 250 páginas uma narrativa rigorosa dos factos do pré-25/4, golpe de Estado, PREC, até à aprovação da Constituição, mostrando que a participação popular e cívica foi traço distintivo. “A população tinha acumulado tensão ao longo dos anos da ditadura e, como tal, na revolução registou-se uma explosão de ativismo”, diz Luís Nuno Rodrigues. O autor desvenda ainda as outras três dimensões dos acontecimentos: a militar, a política e a internacional.
O livro, que resulta de um desafio proposto pela editora Tinta de China para celebrar o 52º aniversário da revolução, tem também outro objetivo: chegar aos jovens que queiram saber mais sobre os acontecimentos. “Hoje em dia, quem tem 50 anos já nasceu após 25 de Abril”, relembra o autor. Foi feita também uma edição para chegar ao público internacional. “A revolução portuguesa teve muito impacto na diplomacia, nos governos e nos meios de comunicação social”, acrescenta o historiador, recordando que houve muitos europeus, brasileiros, americanos e norte-americanos a visitar Portugal nessa época. Era “uma espécie de turismo revolucionário”, nota.
Este ano, o 25 de Abril é também assinalado no Iscte pela Biblioteca, que, a propósito do 52.º aniversário, tem uma programação dedicada à mulher e à sua luta pelos direitos e participação política. No dia 23 de abril, às 18h00, na Sala do Clube de Leitura, decorre uma conversa em torno da memória, da cidadania e das resistências.
Em paralelo, é possível visitar a exposição “Mulheres e resistência – Novas cartas portuguesas e outras lutas”, criada pelo Museu do Aljube, patente até ao fim de maio.