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João Leão, antigo ministro das Finanças, defende que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) deve investir em dívida pública portuguesa, pelo menos, nos montantes que anualmente são transferidos pelo Estado para comparticipar o pagamento de pensões no regime da Caixa Geral de Aposentações, que se encontra fechado a novos subscritores desde 2005.

Em entrevista ao Negócios e Antena 1, no programa Conversa Capital, o ex-ministro e vice-reitor do ISCTE considera "infeliz" um recente relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) ao Parlamento segundo o qual a redução do peso da dívida para um valor abaixo de 100% do PIB no ano passado foi "artificial" na medida em que foi garantida com investimentos de entidades públicas não considerados na consolidação dos valores de dívida que contam para Bruxelas, à luz das regras de Maastricht.