ATENÇÃO: Esta página foi traduzida automaticamente pelo Google Translate. Isto pode ter consequências inesperadas no conteúdo apresentado e, portanto, não nos responsabilizamos pelo resultado dessa tradução automática.
ATTENTION: this page has been automatically translated by Google Translate. This can have unexpected consequences and, therefore, we do not take responsibility for the result of that automatic translation.
Luís Nunes, docente e investigador do Iscte
A aplicação de Inteligência Artificial (IA) na melhoria da tomada de decisões na Administração e nas Políticas Públicas é um tema de crescente importância. Ao contrário da faceta da IA que é muitas vezes discutida (a possibilidade de criação de uma inteligência de nível humano), muitas das ferramentas associadas a esta área têm aplicações práticas e úteis no imediato: a capacidade de melhorar o aconselhamento de formação a candidatos a emprego, a possibilidade de triagem semiautomática de reclamações, a análise de risco de projetos que usam fundos públicos, entre muitas outras.
O Centro de Competências de Inteligência Artificial para a Administração Pública (IA>AP), que o Iscte está a desenvolver, tem como objetivos: a sensibilização da Administração Pública (AP) para a utilização de ferramentas de IA; a prática de utilização de casos reais da AP em sala de aula e nas dissertações de mestrado na área de Ciências e Tecnologias da Informação; e o prestar contas, por parte da academia, da utilização dos dados e das descobertas feitas às entidades que connosco colaboram. Como tal, este centro funciona como um laboratório vivo para a AP, para suporte à descoberta e teste de modelos de inovação aplicáveis em vários domínios de ação com impacto na eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos.
A inovação pela tecnologia tem custos de infraestrutura, de exploração e compreensão, de processos de recolha, tratamento e utilização de dados, que nem sempre é passível de suportar por si só na AP. A academia pode ajudar a ultrapassar essa barreira inicial, podendo explorar múltiplas abordagens aos conjuntos de dados disponibilizados e encontrar diferentes modos de os valorizar. Os processos devem ser sistematicamente documentados e os resultados apresentados à AP para uma eventual posterior adoção, apoiando os processos de prestação de serviços públicos.
Muitas instituições perceberam as vantagens deste tipo de cooperação e projetos, havendo já, por todo o país, exemplos pontuais de cooperações entre a AP e a academia. Alguns destes são por iniciativa da AP, como é o caso inspirador da utilização dos dados da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para desafios, que, há vários anos, são abordados por estudantes universitários.
Os estudantes do Iscte estão a ser formados para enfrentar os mesmos desafios digitais levantados pela necessidade de valorizar a informação que a AP tem na sua posse. A sua preparação inclui a dimensão ética e responsável para que a transformação desta informação em conhecimento seja útil para apoiar os decisores, mas também que seja justa, equitativa e transparente. Para a prossecução destes objetivos, a utilização de dados e problemas reais é da maior importância. A educação de uma geração formada para saber tirar partido destas tecnologias e, simultaneamente, sensibilizada para os desafios de gerir e administrar o património público para um bem comum e para o respeito pelas entidades públicas e por todos os cidadãos, é um passo no caminho certo de um futuro melhor e mais sustentável.
(Artigo publicado no Expresso, 28.03.2022)