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Dois terços dos concursos para dirigentes concluídos em 2023 tiveram de ser repetidos por falta de candidatos. Dos 54 concursos repetidos, 42 continuaram a não permitir obter três nomes para o cargo.
(...) David Ferraz, professor do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa e antigo dirigente público, defende que, no caso específico dos cargos dirigentes, a "atractividade não se limita à remuneração; está também intimamente ligada à possibilidade de exercer uma gestão autónoma e eficiente, com clareza sobre as expectativas de desempenho e as responsabilidades associadas".