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"A morosidade e ineficiência, os custos, a fraqueza da cultura de prestação de contas, os equívocos sobre a natureza do Ministério Público, ou mesmo os casos de desrespeito pelos direitos, liberdades e garantias". A lista de razões pelas quais é urgente uma reforma na Justiça é longa e uma e outra vez é justificada nas mais de 200 páginas que compõem o livro Pela Reforma da Justiça. A obra do grupo "Manifesto dos 50" será lançada na próxima quarta-feira e reúne textos publicados não só pelos subscritores iniciais, mas como por todos os que se foram juntando ao movimento.
Ao PÚBLICO, Maria de Lurdes Rodrigues, uma das promotoras iniciais do Manifesto, lamenta que um ano depois de ter sido lançado o manifesto não se registem progressos e diz que o livro é "mais uma pedra que se põe no caminho" e um trabalho de "maratonista". "Podia ter sido um ano de celebração, mas não se registaram progressos. Às vezes penso que, até pelo contrário", lamenta a autora.