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Crise política em torno de empresa da família Montenegro provoca nova ida às urnas antes do tempo, a terceira em pouco mais de três anos. Especialistas dizem tratar-se de situação sui generis, mas reconhecem contexto global que favorece a instabilidade e um aumento dos sufrágios. E se há quem lembre que são uma prova de vida dos regimes democráticos, parece inegável que também há riscos evidentes.
João Carvalho, investigador do Iscte e doutorado em Ciência Política, nota que vivemos hoje num contexto de “maior volatilidade política”, percetível desde logo na “dificuldade dos Governos incumbentes em renovarem os seus mandatos”.