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A crise da habitação poderá afetar 1600 milhões de pessoas até 2025, cerca de um quinto da população mundial, de acordo com uma estimativa do Banco Mundial. Já a ONU sublinha que para resolver o problema até 2030, seria necessário construir 96 mil novas casas, financeiramente acessíveis, por dia.
Sandra Marques Pereira, investigadora no DINAMIA’CET-Iscte, Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território, destaca o papel da “entrada do imobiliário nacional nos circuitos internacionais”, que “estão muito mais financeirizados, ou seja, há um grande investimento na habitação comum como um bem financeiro” e o aumento no número de habitantes, com muitas pessoas a serem atraídas pelos benefícios fiscais oferecidos pelo governo.