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David Ferraz, professor no Iscte - Instituto Universitário de Lisboa e antigo dirigente público, reconhece que a remuneração dos dirigentes "é pouco competitiva por comparação àquilo que são as exigências e as responsabilidades do exercício destes cargos" e defende que se deve olhar para a questão de "forma mais abrangente", associando-a ao nível de complexidade do cargo. Feita esta ressalva, também ele considera que o salário não é o principal motivo para que haja poucos candidatos aos lugares de topo do Estado.