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No contexto atual, as organizações enfrentam problemas cada vez mais complexos, que requerem práticas e estratégias eficientes direcionadas para o sucesso organizacional. O marketing interno pode constituir um contributo importante para a resolução de alguns desses problemas. Esta investigação pretende analisar a relação entre o marketing interno e a intenção de saída da organização, e o efeito do bem-estar do colaborador como variável mediadora dessa relação.
Realizou-se um estudo quantitativo através de um questionário, tendo sido usadas as escalas "Internal marketing" (Serafim et al., 2024); "Employee well-being" (Benraïss-Noailles & Viot, 2021) e "Turnover intention" (Robinson, 1996) para medir as variáveis em estudo, sendo a amostra constituída por 292 registos. Dos resultados obtidos, foi possível concluir que o marketing interno está negativamente relacionado com a intenção de saída e positivamente com o bem-estar do colaborador; que o bem-estar se relaciona negativamente com a intenção de saída e medeia a relação entre o marketing interno e a intenção de saída do colaborador.
Com base nestes dados, considera-se que a operacionalização do marketing interno, ao contribuir para um clima e cultura organizacional positiva, demonstrou ser eficaz na redução da intenção de daída e na promoção do bem-estar do colaborador. A valorização dos colaboradores, e do seu trabalho, através das práticas e estratégias de marketing interno, originam maior bem-estar no colaborador, reduzindo a sua Intenção de Saída, corroborando, deste modo, o papel do bem-estar como mediador na relação entre o marketing interno e a intenção de saída.