PT
Nesta dissertação analisou-se a associação entre trabalho com significado e procrastinação no local de
trabalho, mediada pelo envolvimento com o trabalho. Adicionalmente, investigou-se o papel
moderador das competências socioemocionais (especificamente, autogestão e resiliência emocional)
na relação entre trabalho com significado e envolvimento. Com base no Modelo Exigências - Recursos
Laborais e na Teoria da Conservação de Recursos, o trabalho com significado foi concebido como
recurso laboral motivacional para potenciar o envolvimento e reduzir comportamentos
procrastinatórios. Foi realizado um estudo transversal online em Portugal, pré-registado, com uma
amostra final de 267 adultos trabalhadores. Os participantes responderam a quatro instrumentos de
autorrelato: Work and Meaning Inventory (WAMI), Utrecht Work Engagement Scale, Procrastination
at Work Scale (PAWS) e a Behavioral, Emotional, and Social Skills Inventory. A WAMI e a PAWS foram
traduzidas e culturalmente adaptadas. O trabalho com significado associou-se fortemente a maior
envolvimento e, em menor grau, a menor procrastinação. Adicionalmente, a procrastinação
relacionou-se negativamente com competências socioemocionais, sobretudo com a autogestão e, de
forma mais moderada, com a resiliência emocional. A análise de mediação mostrou que o trabalho
com significado está associado a menor procrastinação através do aumento do envolvimento. Nenhum
efeito de moderação significativo emergiu das análises exploratórias, indicando que a autogestão e a
resiliência emocional podem funcionar como recursos pessoais adicionais, mas não como
moderadoras. No geral, os resultados sugerem que o trabalho, quando percecionado como tendo
significado, tende a predizer um maior envolvimento no trabalho e menor procrastinação, destacando
assim o seu papel enquanto recurso motivacional no trabalho.
EN
In this dissertation, we analyzed the association between meaningful work and workplace
procrastination, as mediated by work engagement. Additionally, we investigated the moderating role
of socioemotional skills (specifically, self-management and emotional resilience) on the relation
between meaningful work and work engagement. Grounded in the Job Demands-Resources model and
the Conservation of Resources theory, meaningful work was conceptualized as a motivational job
resource expected to enhance engagement and reduce procrastinatory behaviors. A pre-registered
cross-sectional online survey was conducted in Portugal, with a final sample of 267 working adults.
Participants completed four self-report instruments: Work and Meaning Inventory (WAMI), Utrecht
Work Engagement Scale, Procrastination at Work Scale (PAWS), and Behavioral, Emotional, and Social
Skills Inventory. The WAMI and PAWS were translated and culturally adapted. Meaningful work
correlated strongly with engagement and, to a lesser extent, with less procrastination. On the other
hand, procrastination was negatively related to socioemotional skills, especially with self-management
and, to a more moderate extent, emotional resilience. Mediation analysis showed that meaningful
work is associated with lower procrastination through increased engagement. No significant
moderation effect emerged from the exploratory analyses, indicating that self-management and
emotional resilience may function as additional personal resources rather than moderators. Overall,
the results indicate that when work is perceived as meaningful, it tends to predict greater work
engagement and less procrastination, thus highlighting its role as a motivational resource in the
workplace.