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DoutoramentoDoutoramento em Psicologia

Sexualidades invisíveis: Cidadania íntima e bem-estar psicossocial na bissexualidade

Autor
Esteves, Ana Mafalda Gayou Lima Reis
Data de publicação
15 May 2026
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Investigação qualitativa -- Qualitative research
Bissexualidade -- Bisexuality
Intimate relationships
Relações de intimidade
Ativismo LGBTQI+
Psicologia crítica da saúde
LGBTQI+ activism
Critical health psychology
Resumo
PT
Esta tese examina as experiências de pessoas bissexuais em Portugal, respondendo à invisibilidade científica, social e política que caracteriza esta população. Apesar dos avanços formais nos direitos LGBTQI+, a bissexualidade permanece marcada por marginalização simbólica, epistémica e relacional, colocando em causa as condições de exercício pleno da cidadania. Adotando uma abordagem qualitativa, esta investigação articula contributos da psicologia crítica da saúde, psicologia social da cidadania e psicologia LGBTQI+, conceptualizando a bissexualidade como uma experiência relacional, culturalmente situada e moldada por estruturas de poder como o monossexismo. Empiricamente, desenvolveu-se uma scoping review sobre experiências bissexuais no Sul da Europa, evidenciando padrões persistentes de invisibilidade e lacunas teóricas significativas (Estudo 1); explorou-se a participação pública e a construção de cidadania através de entrevistas com ativistas bissexuais, revelando práticas de resistência e agência coletiva (Estudo 2); e analisou-se a forma como as experiências de binegatividade afetam o bem-estar, e como daí surgem estratégias quotidianas de resistência nas relações de intimidade (Estudo 3). Os estudos revelam que a cidadania bissexual se configura como parcial e ambígua: juridicamente incluída no espaço LGBTQI+, mas cultural, política e relacionalmente limitada. As pessoas bissexuais mobilizam estratégias de visibilidade, afirmação identitária e resistência em contextos institucionais, comunitários e íntimos, negociando estigmas, deslegitimação e tensões estruturais. Esta tese contribui teoricamente para o desenvolvimento do conceito de cidadania bissexual, metodologicamente para abordagens qualitativas e, ao nível das implicações práticas para a formulação de políticas públicas, práticas comunitárias e intervenções profissionais sensíveis às necessidades desta população, no contexto da Europa do Sul.
EN
This thesis examines the experiences of bisexual people in Portugal, addressing the scientific, social, and political invisibility that characterises this population. Despite formal advances in LGBTQI+ rights, bisexuality remains marked by symbolic, epistemic, and relational marginalisation, calling into question the conditions for the full exercise of citizenship. Adopting a qualitative approach, this research brings together contributions from critical health psychology, social psychology of citizenship, and LGBTQI+ psychology, conceptualising bisexuality as a relational experience that is culturally situated and shaped by power structures such as monosexism. Empirically, the thesis comprises three studies. Study 1 consists of a scoping review of bisexual experiences in Southern Europe, highlighting persistent patterns of invisibility and significant theoretical gaps. Study 2 explores public participation and the construction of citizenship through interviews with bisexual activists, revealing practices of resistance and collective agency. Study 3 analyses how experiences of binegativity affect well-being and how everyday strategies of resistance emerge within intimate relationships. The findings show that bisexual citizenship is configured as partial and ambiguous: legally included within the LGBTQI+ space, yet culturally, politically, and relationally constrained. Bisexual people mobilise strategies of visibility, identity affirmation, and resistance across institutional, community, and intimate contexts, negotiating stigma, delegitimation, and structural tensions. This thesis contributes theoretically to the development of the concept of bisexual citizenship, methodologically to qualitative approaches, and, in terms of practical implications, to the formulation of public policies, community practices, and professional interventions sensitive to the needs of this population within the Southern European context.

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