PT
A globalização, impulsionada pela evolução tecnológica, veio mudar o paradigma da humanidade,
tornando o mundo mais interligado, complexo e competitivo.
A procura pela otimização económica e financeira, sem grandes preocupações com a sua
sustentabilidade, tem originado crises recorrentes e de maior amplitude, representando desafios
acrescidos para os Estados.
As compras públicas abrangem um valor muito significativo da despesa pública, sendo
considerado um instrumento de políticas públicas orientado para um conjunto de objetivos
transversais à sociedade que, de acordo com Thai (2009), inclui a gestão eficiente dos recursos
públicos, a preocupação com transparência, concorrência e meio ambiente.
Combater o desperdício de recursos escassos, associado à necessidade de um maior controlo
financeiro e de gestão das entidades do Estado, torna essencial a implementação de instrumentos que
contribuam para a eficiência e monitorização da sua atividade.
O presente trabalho procura analisar os resultados alcançados pela Central de Compras da Saúde,
desmistificando alguns alarmismos existentes em torno das compras centralizadas, para além de
sistematizar um conjunto de ideias dispersas sobre o seu real contributo, identificar constrangimentos
e propor ações de melhoria, procurando contribuir para a otimização das suas potencialidades.
Neste âmbito, foi analisada literatura e procedeu-se à recolha de dados da atividade desenvolvida
na área do medicamento e dispositivo médico, apresentando os resultados obtidos e contribuindo
para a clarificação de alguns aspetos polémicos em torno das compras centralizadas.
São, hoje, reconhecidos os seus contributos na redução e estabilização de preços, sobretudo para
uma maior eficiência de recursos e processos, tendo um papel estratégico na sustentabilidade do
Serviço Nacional de Saúde.
EN
Globalisation, driven by technological advances, has changed the paradigm of humanity, making the
world more interconnected, complex and competitive.
The pursuit of economic and financial optimisation, without much concern for sustainability, has
led to recurring and more widespread crises, posing increased challenges for states.
Public procurement accounts for a very significant portion of public expenditure and is considered
a public policy instrument geared towards a set of cross-cutting societal objectives which, according
to Thai (2009), include the efficient management of public resources and concerns about transparency,
competition and the environment.
Combating the waste of scarce resources, coupled with the need for greater financial control and
management of state entities, makes it essential to implement instruments that contribute to the
efficiency and monitoring of their activities.
This paper seeks to analyse the results achieved by the Health Purchasing Centre, demystifying
some of the alarmism surrounding centralised purchasing, as well as systematising a set of scattered
ideas about its real contribution, identifying constraints and proposing improvement actions, seeking
to contribute to the optimisation of its potential.
In this context, literature was analysed, and data was collected on activities carried out around
medicines and medical devices, presenting the results obtained and contributing to the clarification of
some controversial aspects surrounding centralised purchasing.
Today, their contributions to reducing and stabilising prices are recognised, particularly in terms
of greater efficiency of resources and processes, playing a strategic role in the sustainability of the
National Health Service.