PT
A sustentabilidade dos sistemas de saúde é um dos principais desafios que os países enfrentam na
atualidade, perante o envelhecimento populacional e as suas consequências, nomeadamente o
aumento da prevalência das doenças crónicas e degenerativas, que causam uma pressão crescente
sobre os recursos disponíveis.
Entre os diferentes países, encontramos sistemas de saúde que variam, entre outros, no seu modelo
de organização e no modo de financiamento, podendo influenciar o seu desempenho e a saúde da
população. Neste sentido, a comparação entre sistemas de saúde distintos, permite informar os
decisores políticos sobre as melhores práticas e abordagens, possibilitando reformas adaptativas dos
sistemas de saúde com o intuito de otimizar o seu desempenho e de melhor servir as necessidades da
população, garantindo a acessibilidade, equidade e qualidade dos cuidados de saúde.
Este trabalho explora a comparação entre os sistemas de saúde Bismarckiano da Bélgica e
Beveridgiano de Portugal, focando-se no seu contexto, modelo de organização, modo de
financiamento, desempenho ao nível de alguns indicadores de saúde relevantes, acessibilidade e
satisfação da população.
Não havendo um país que se destaque em todos os indicadores, a análise comparativa entre os dois
sistemas de saúde, permite compreender as forças e fragilidades de ambos os sistemas, criando
oportunidades de melhoria contínua que permitem responder não só aos desafios atuais, como
também aos desafios futuros que estes sistemas enfrentam, caminhando na direção da
sustentabilidade.
EN
Healthcare systems sustainability is one of the major challenges that countries face today, given the
aging population and its consequences, including the increasing prevalence of chronic and
degenerative diseases, which cause growing pressure on available resources.
Between different countries, healthcare systems vary, among other factors, in their organizational
models and financing methods, which can influence not only their performance, but also population s
health. In this context, comparing health systems allows policymakers to be informed about the best
practices and approaches, facilitating adaptative healthcare reforms to optimize their performance
and better meet the needs of the population, ensuring accessibility, equity and quality of care.
This paper explores the comparison between Belgium's Bismarckian and Portugal's Beveridgean
healthcare systems, focusing on their context, organizational model, financing methods, performance
on relevant outcomes, acessibility and population satisfaction.
With no country standing out in all outcomes, through a comparative analysis between the two
healthcare systems, it is possible to understand the strenghts and weaknesses of each system, creating
opportunities for continuous improvement that address both current and future challenges, moving
towards sustainability.