PT
Esta dissertação examina como ativistas feministas iranianas da diáspora têm recalibrado as redes
sociais, especialmente o Instagram, como plataformas para a solidariedade feminista transnacional
durante o movimento Mulher, Vida, Liberdade e a campanha #MahsaAmini. Ancorado em uma análise
feminista pós-colonial, este estudo investiga o ativismo digital feminista que emergiu durante o
movimento #MahsaAmini no Irã, com foco em três objetivos principais: 1) explorar como o ativismo
digital se manifestou na campanha #MahsaAmini, 2) analisar o papel das ativistas feministas iranianas
da diáspora na mobilização de apoio transnacional por meio das redes sociais, e 3) avaliar criticamente
as dinâmicas de poder dentro da campanha que podem tanto reforçar quanto desafiar as narrativas neoorientalistas
no discurso feminista global. Utilizando uma análise de rede social de publicações e
comentários de alto engajamento no Instagram, juntamente com entrevistas aprofundadas com oito
ativistas proeminentes, esta pesquisa destaca as tensões dentro dos movimentos feministas
transnacionais, onde vozes locais correm o risco de serem obscurecidas por perspectivas ocidentais
dominantes. Os resultados indicam que, embora as plataformas digitais ofereçam visibilidade
transnacional, elas também apresentam desafios, como censura, a mercantilização do ativismo e
conflitos ideológicos dentro da diáspora. Esta dissertação argumenta que, enquanto campanhas como
#MahsaAmini têm o potencial de empoderar mulheres iranianas, também podem marginalizar suas
vozes dentro de narrativas globais moldadas por influências coloniais e imperiais interseccionadas. Em
última análise, este estudo defende uma compreensão mais profunda da solidariedade feminista
transnacional que centralize a agência e o contexto cultural das mulheres iranianas, visando uma práxis
feminista equitativa que resista a estruturas simplistas e centradas no Ocidente.
EN
This dissertation examines how Iranian feminist activists from the diaspora have recalibrated social
networking sites (SNSs), particularly Instagram, as platforms for transnational feminist solidarity during
the 2022 Woman Life Freedom uprisings’ #MahsaAmini campaign. Anchored in a postcolonial feminist
analysis, this study investigates the digital feminist activism that emerged during Iran’s #MahsaAmini
movement, focusing on three key objectives: 1) exploring how digital feminist activism was manifested
in the #MahsaAmini campaign, 2) analyzing the role of Iranian feminist activists from the diaspora in
mobilizing transnational support through SNSs like Instagram, and 3) critically assessing the power
dynamics within the campaign that may either reinforce or challenge neo-Orientalist narratives in global
feminist discourses. Employing a social network analysis of high-engagement Instagram posts and
comments alongside in-depth interviews with eight prominent activists from the Iranian diaspora, this
research highlights the tensions within transnational feminist movements, where local voices often get
overshadowed by dominant Western perspectives. Findings indicate that while digital platforms provide
transnational visibility, they also pose certain challenges, such as censorship, the commodification of
activism, and ideological conflicts within the diaspora. This dissertation argues that while campaigns
such as #MahsaAmini has the potential to empower Iranian women, it can also marginalize their voices
within global narratives shaped by intersecting colonial and imperial influences. Ultimately, this study
calls for a decolonized and culture-sensitive understanding of transnational feminist solidarity that
centers the agency and cultural context of Iranian women, aiming for an equitable feminist praxis that
resists simplistic, Western-centric frameworks.