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Luísa Veloso, investigadora na área da Sociologia do Trabalho e do Emprego, conta ao Negócios que, antes de 1974, o ensino industrial e comercial – destinado à classe operária – era de elevada qualidade. Após a democratização, com a unificação do sistema, o Ensino Profissional passou a ser procurado por alunos com menos sucesso escolar, de classes sociais menos favorecidas ou de populações migrantes, fazendo nascer o estigma, que se tem mantido até hoje.
Na Suíça, cerca de 80% dos alunos estão no Ensino Profissional. Nos países do centro e norte da Europa, essa percentagem ultrapassa os 55% e, em muitos casos, chega aos 70%.