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MestradoMestrado em Antropologia

Um estudo etnográfico sobre o acolhimento e reintegração social de crianças acusadas de feitiçaria em Angola

Autor
Soares, Pedro Nuno Pestana
Data de publicação
09 Jan 2017
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Youth
Social mobility
Angola
África Austral
Feitiçaria
Estudo etnográfico
Criança -- Child
Missions
Missões católicas
Child-witch
Reinserção social -- Social reinsertion
Acolhimento de crianças -- Child care
Resumo
PT
Este estudo examina os processos de acolhimento, reintegração social e reunificação familiar de crianças acusadas de feitiçaria em duas instituições missionárias católicas de Angola: o Centro de Acolhimento de Crianças Arnaldo Janssen, em Luanda, e o Centro de Acolhimento Frei Giorgio Zullianelo, em Mbanza Kongo, província do Zaire. Desenvolve-se a partir de trabalho etnográfico realizado nestas duas cidades angolanas durante 2013 e procura explorar o papel da feitiçaria – e em particular das acusação dirigidas a crianças – nas reconfigurações sociais que têm marcado, desde 2003, o pós-guerra civil em Angola. Os resultados indicam que a problemática social das "crianças-feiticeiras" se articula intimamente com o debate sobre o lugar da etnia bakongo na sociedade angolana, e revela que, longe de serem elementos passivos neste processo, as próprias crianças podem instrumentalizar as acusações como forma de aceder a recursos e oportunidades que lhes permitem ascender socialmente. Estes resultados parecem ir ao encontro de outros estudos que, nas últimas décadas, identificam transformações profundas no estatuto e nos papéis da infância e juventude em vários contextos de crise pós-Guerra Fria na África Ocidental.
EN
This study examines the processes of hosting, social reintegration and family reunification of children accused of witchcraft in two Catholic missionary institutions of Angola: the Arnaldo Janssen Children's Shelter, in Luanda, and the Frei Giorgio Zullianelo Shelter, in Mbanza Kongo, Zaire province. It is based in ethnographic work carried out in these two Angolan cities during 2013 and explores the role of witchcraft - and in particular of accusations directed at children - in the social reconfigurations that have marked, since 2003, post-civil war Angolan society. The results indicate that the phenomenon of "child-witches" as a social problem is linked closely to the public debate about the place of the Bakongo ethnic group in Angolan society, and reveals that, far from being passive elements in this process, children themselves can use these charges as a way to access resources and opportunities that allow them to rise socially. These results seem to be in accord with other studies that, in recent decades, identify deep changes in the status and roles of children and youth in several post-Cold War crisis contexts in West Africa.

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