PT
Este trabalho analisa a relação entre o grau de alavancagem de bancos comerciais dos E.U.A.
(tanto o grau de alavancagem com valores de mercado como o grau de alavancagem com
valores contabilísticos) e as alterações ao nível da notação de risco (credit rating) expandido
estudos anteriores relativos a empresas para bancos. Com este estudo, encontrámos
evidência de que a variável notação de risco de crédito explica parte das variações do nível
de alavancagem no setor bancário, à semelhança da evidência empírica para o setor não
financeiro. Os resultados obtidos demonstram que os bancos comerciais dos E.U.A. reduzem
o seu grau de alavancagem após uma redução da sua notação de risco de crédito e aumentam
o seu grau de alavancagem após uma melhoria da sua notação de risco de crédito. Estes
ajustamentos do grau de alavancagem revelam uma elevada significância estatística quando
testados para o período da crise financeira, com um aumento da significância da variável de
notação de risco de crédito. Adicionalmente, mostramos que a velocidade de ajustamento
dos bancos comerciais dos E.U.A. é mais rápida durante o período de maior agitação da crise
financeira (2008 a 2011) do que durante o período de condições económicas expansionistas
(2004 a 2007), e ainda mostramos que a velocidade do ajustamento aumenta em 50% após a
crise (de 40% para 61%), sendo estatisticamente significativa. De acordo com o nosso
conhecimento, estes resultados são uma evidência que pode conduzir a estudos futuros nesta
literatura, tanto para bancos como para empresas não financeiras.
EN
This paper analyses the link between U.S. commercial banks leverage (both market leverage
and book leverage) and their credit rating changes by extending previous results from
corporate firms to banks. We found evidence that the credit rating notation variable also
explains leverage levels fluctuations in the banking sector as it does for the corporate sector.
The results obtained demonstrate that U.S. commercial banks reduce their leverage
following credit rating downgrades and augment it after upgrades. These adjustments of the
leverage levels have higher statistical significance when we test them for the financial crisis
period, where the credit rating variable significance increases. Moreover, we show that the
speed of adjustment for U.S. commercial banks is faster during the crisis turmoil period
(2008 to 2011) rather than in normal economic conditions (2004 to 2007), and also that the
adjustment speed increased by 50% after the crisis (from 40% to 61%) and is statistically
significant. As far as we acknowledge, these results are new findings that could open up new
avenues of research for this literature, either with banks or corporate firms.