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MestradoMestrado em Gestão de Serviços de Saúde

Internamentos inapropriados na realidade portuguesa

Autor
Santos, Margarida Ferreira dos
Acesso
Acesso restrito
Palavras-chave
Eficiência hospitalar
Hospital efficiency
Multidisciplinary team
Equipe multidisciplinar
Delayed hospital discharge
Discharge planning
Internação inadequada
Alta hospitalar atrasada
Gestão da alta hospitalar
Cuidados pós-hospitalares
Planejamento da alta
Inappropriate hospitalization
Hospital discharge management
Post-hospital care
Resumo
PT
O internamento inapropriado em Portugal constitui, nas últimas décadas, um fenómeno em clara expansão, com repercussões múltiplas ao nível hospitalar, económico e social. Esta realidade decorre, em grande medida, do envelhecimento populacional, do aumento da prevalência de doenças crónicas e degenerativas, e da insuficiência de respostas sociais adequadas para acolher pessoas que, após a resolução clínica do episódio agudo, permanecem internadas por ausência de retaguarda familiar, institucional ou comunitária. Este prolongamento do internamento hospitalar, não justificado por necessidades clínicas, gera um conjunto de consequências negativas, a pressão sobre a gestão hospitalar, o aumento dos custos diretos e indiretos, e o comprometimento da qualidade de vida dos pacientes e respetivas famílias. A literatura internacional (Organisation for Economic Co-operation and Development [OECD], 2021; World Health Organization [WHO], 2022) e nacional (e.g., Silva & Pereira, 2021; Autor et al., 2019) tem sublinhado a relevância do tempo de internamento como principal determinante dos custos associados ao internamento hospitalar. Contudo, permanecem lacunas na análise empírica, em contexto português, relativamente à quantificação das repercussões económicas do internamento social e à sua evolução ao longo do tempo. É neste enquadramento que se insere a presente investigação, cujo objetivo central é contribuir para o aprofundamento do conhecimento empírico sobre o internamento inapropriado, fornecendo evidência científica que apoie a tomada de decisão em saúde e em política social.
EN
Inappropriate hospitalization in Portugal has, in recent decades, become a growing phenomenon with multiple repercussions at the hospital, economic, and social levels. This reality largely stems from population aging, the rising prevalence of chronic and degenerative diseases, and the insufficiency of adequate social responses to accommodate individuals who, after the clinical resolution of an acute episode, remain hospitalized due to the absence of family, institutional, or community support. This prolonged hospital stays, not justified by clinical needs, generates a set of negative consequences: pressure on hospital management, increased direct and indirect costs, and a compromise in the quality of life of patients and their families. International literature Organisation for Economic Co-operation and Development [OECD], 2021; World Health Organization [WHO], 2022) and national studies (e.g., Silva & Pereira, 2021; Autor et al., 2019), have highlighted the relevance of length of stay as the main determinant of costs associated with hospitalization. However, empirical gaps remain in the Portuguese context regarding the quantification of the economic repercussions of social hospitalization and its evolution over time. It is within this framework that the present research is situated, whose central objective is to contribute to the advancement of empirical knowledge on inappropriate hospitalization, providing scientific evidence to support decision-making in health and social policy.

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