PT
Os ambientes de trabalho modernos estão cada vez mais a adotar formas de promover o
bem-estar dos colaboradores sem comprometer a colaboração e a produtividade. Entre os novos
métodos, as práticas de meditação no local de trabalho têm demonstrado potencial para melhorar
a regulação emocional, a resiliência e a capacidade de interação social. No entanto, a
investigação tem-se focado principalmente em resultados individuais, como redução do stress,
levantando a questão de como essas práticas afetam a dinâmica das equipas.
Este estudo analisou se o envolvimento individual em práticas de meditação se relaciona
com processos centrais de equipa e se a confiança na equipa explica essa relação. Uma amostra
de conveniência de 100 trabalhadores respondeu a medidas de exposição à meditação, confiança
na equipa, engagement e gestão construtiva de conflito. As análises foram realizadas com o SPSS
e o PROCESS de Hayes (v4.2) com 5.000 reamostragens bootstrap. Os testes de fiabilidade
suportaram o uso de escores compostos para a maioria dos construtos. Os testes de mediação
(Modelo 4) mostraram efeitos indiretos significativos da frequência de meditação no engagement
(β indireto = .1817, IC 95% [.0087, .3367]) e na gestão construtiva de conflito (β indireto =
−.1664, IC 95% [−.3315, −.0167]) através da confiança; os efeitos diretos foram não
significativos. Os modelos com confiança explicaram uma proporção substancial da variância
(R² entre .50–.69). Os resultados indicam que a confiança é um mecanismo relacional chave pelo
qual a prática individual de meditação se associa ao funcionamento da equipa. O estudo amplia a
investigação ao nível individual para o nível das equipas, especificando um mecanismo plausível
que converte ganhos pessoais em recursos relacionais e, consequentemente, em funcionamento
cooperativo da equipa. As implicações práticas incluem micro-práticas breves integradas em
reuniões e apoio visível da gestão. As limitações incluem o desenho transversal e o recurso a
autorrelato; futuras investigações devem utilizar desenhos longitudinais ou experimentais,
amostras multinível e indicadores comportamentais para testar durabilidade e generalização.
EN
Modern workplaces are increasingly adopting different ways to promote employee
wellness without compromising collaboration and productivity. Among new methods, workplace
meditation practices have shown promise to enhance emotional regulation, resilience, and the
capacity to function socially. However, the research has predominantly been centered on the
personal outcome, like stress reduction, raising the question of how meditation practices affect
team dynamics.
This study examined whether individual engagement in meditation practices relates to
core team processes and whether team trust explains that relationship. A convenience sample of
100 employees completed measures of meditation exposure, team trust, engagement, and
constructive conflict management. Analyses used SPSS and Hayes’ PROCESS (v4.2) with 5,000
bootstrap resamples. Reliability checks supported the use of composite scores for most
constructs. Mediation tests (Model 4) found significant indirect effects of meditation frequency
on engagement (indirect β = .1817, 95% CI [.0087, .3367]) and constructive conflict
management (indirect β = −.1664, 95% CI [−.3315, −.0167]) via trust; direct effects of frequency
on outcomes were non-significant, indicating mediation. Models including trust explained a
substantial share of variance (R² range: .50–.69). Findings indicate that trust is a key relational
mechanism through which individual meditation practice is associated with team functioning.
Findings extend meditation research from individuals to teams by specifying a plausible
mechanism that converts personal gains into relational resources and, in turn, into cooperative
team functioning. Practical recommendations include brief micro-practices embedded in
meetings plus visible managerial endorsement. Limitations include cross-sectional design and
reliance on self-report; future research should use longitudinal or experimental designs, larger
multilevel samples, and behavioral indicators to test durability and generalizability.