PT
A presença de mulheres em cargos de liderança tem aumentado progressivamente. Contudo,
persistem desigualdades sociais e estruturais que influenciam o modo como o sucesso é
experienciado e avaliado por estas mulheres. Esta dissertação teve como objetivo explorar como
mulheres em posições de liderança percecionam o seu sucesso, objetivo e subjetivo,
considerando o impacto do conflito trabalho-vida e o papel moderador da autoeficácia. O estudo
adotou uma metodologia quantitativa, recorrendo a um questionário online, contando com uma
amostra de 176 mulheres em diferentes níveis de liderança. Os resultados revelaram que apenas
a hipótese 2 foi suportada, confirmando que o conflito trabalho-vida influencia negativamente
o sucesso subjetivo. As restantes hipóteses, que propunham relações com o sucesso objetivo e
o efeito moderador da autoeficácia, não foram corroboradas. Estes resultados sugerem que o
impacto do conflito trabalho-vida é mais sentido ao nível da satisfação e perceção subjetiva de
realização do que em indicadores objetivos da carreira. Adicionalmente, análises
complementares permitiram identificar associações relevantes entre algumas variáveis
sociodemográficas e perceções de sucesso, apontando para a complexidade dos fatores que
moldam as trajetórias das mulheres em contextos de liderança. De forma geral, o estudo
contribui para uma compreensão mais ampla e atual do sucesso feminino em contextos de
liderança, destacando a importância das dimensões subjetivas e da gestão equilibrada entre as
esferas profissional e pessoal na redefinição contemporânea de sucesso.
EN
The presence of women in leadership positions has been steadily increasing. However, social
and structural inequalities persist, influencing how success is experienced and evaluated by
these women. This dissertation aimed to explore how women in leadership positions perceive
their success, both objectively and subjectively, considering the impact of work-life conflict
and the moderating role of self-efficacy. The study adopted a quantitative methodology, using
an online questionnaire, with a sample of 176 women at different levels of leadership. The
results revealed that only hypothesis 2 was supported, confirming that work-life conflict
negatively influences subjective success. The remaining hypotheses, which proposed
relationships with objective success and the moderating effect of self-efficacy, were not
corroborated. These results suggest that the impact of work-life conflict is felt more in terms of
satisfaction and subjective perception of achievement than in objective career indicators.
Additionally, complementary analyses identified relevant associations between some
sociodemographic variables and perceptions of success, pointing to the complexity of the
factors that shape women's trajectories in leadership contexts. Overall, the study contributes to
a broader and more current understanding of female success in leadership contexts, highlighting
the importance of subjective dimensions and balanced management between the professional
and personal spheres in the contemporary redefinition of success.