PT
Os expatriados desempenham um papel fundamental nas organizações globais, mas muitos enfrentam a
solidão, o que prejudica tanto o bem-estar pessoal quanto os resultados organizacionais. Este estudo
examina como as práticas de comunidade de Mintzberg influenciam a solidão percebida pelos expatriados
e como essa relação é moderada pela ambiversão, um traço de personalidade que reflete a adaptabilidade
entre introversão e extroversão.
Os dados de um inquérito a 186 expatriados de vários setores e continentes foram analisados
utilizando uma path análise com a macro PROCESS no SPSS. As práticas de comunidade foram
operacionalizadas em três dimensões: coesão social, gestão e networking vertical, enquanto a solidão foi
medida nos domínios do trabalho e da família.
Os resultados mostram que apenas a coesão social, a interação informal, pertencer à comunidade,
os objetivos partilhados e a partilha de conhecimento reduziram significativamente a solidão relacionada
com o trabalho. Nem a gestão responsável nem o networking vertical mostraram ter efeitos. Em
acréscimo, a ambiversão amplificou o papel protetor da coesão social, sugerindo que personalidades
adaptáveis beneficiam mais de ambientes coesos.
O estudo contribui para a teoria ao introduzir empiricamente o conceito de comunidade e destacar a
sua medição como sendo instrumental para a gestão de expatriados e central para a gestão de recursos
humanos. Também integra a Teoria da Autodeterminação, mostrando como fatores individuais, como a
ambiversão, modulam a eficácia das iniciativas focadas nos recursos humanos. Na prática, as conclusões
enfatizam a necessidade das organizações darem prioridade às práticas de coesão social e integrarem a
avaliação da personalidade no apoio aos expatriados.
EN
Expatriates play a critical role in global organizations, yet many face loneliness that undermines both
personal well-being and organizational outcomes. This study examines how Minztberg’s communityship
practices influence expatriates’ perceived loneliness and how this relationship is moderated by
ambiversion, a personality trait reflecting adaptability between introversion and extraversion.
Survey data from 186 expatriates across industries and continents were analysed using path analysis
with the PROCESS macro in SPSS. Communityship practices were operationalized into three dimensions:
social cohesion, stewardship, and vertical networking, while loneliness was measured in both work and
family domains.
Findings show that only social cohesion, informal interaction, community belonging, shared goals,
and knowledge sharing, significantly reduced work-related loneliness. Neither stewardship nor vertical
networking showed effects. Furthermore, ambiversion amplified the protective role of social cohesion,
suggesting that adaptable personalities benefit most from cohesive environments.
The study contributes to theory by empirically introducing the construct of communityship and
highlighting its measurement as instrumental for expatriate management and central to HRM. It also
integrates Self-Determination Theory, showing how individual triggers, such as ambiversion, modulate
the effectiveness of HR-focused initiatives. Practically, the findings emphasize the need for organizations
to prioritize social cohesion practices and integrate personality assessment into expatriate support.