ATENÇÃO: Esta página foi traduzida automaticamente pelo Google Translate. Isto pode ter consequências inesperadas no conteúdo apresentado e, portanto, não nos responsabilizamos pelo resultado dessa tradução automática.


ATTENTION: this page has been automatically translated by Google Translate. This can have unexpected consequences and, therefore, we do not take responsibility for the result of that automatic translation.

menu
EN
menu
close
MestradoMestrado em Economia Política

Understanding why people die: The role of borders in contemporary capitalism

Autor
Duarte, Miguel Castilho Soares
Data de publicação
10 Apr 2026
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Expropriation
Expropriação
Proliferação de fronteiras
Crises de sobreacumulação
Proliferation of borders
Crises of overaccumulation
Resumo
PT
Legislação, discurso e violência de fronteiras explodiram nos últimos anos naquilo a que Mezzadra e Nielson chamaram uma proliferação de fronteiras (2013). Contudo, as fronteiras não diminuem os fluxos migratórios. Não são barreiras à passagem de pessoas, mas formas de determinar as condições dessa passagem. As fronteiras alocam direitos. Em particular, alocam o direito a trabalhar legalmente, assim facilitando a subjugação de quem é obrigado a fazê-lo ilegalmente. Assim, as fronteiras podem ser vistas como instrumentos estatais de acumulação de capital que tornam uma secção da classe trabalhadora mais disciplinada e a sua força de trabalho mais barata. Nesta dissertação, ligando o trabalho de David Harvey (2003) ao de Nancy Fraser (2022), argumento que as fronteiras funcionam como mecanismos de acumulação de capital através da expropriação de trabalhadores construídos como estrangeiros. As fronteiras organizam a migração de forma a apropriar o seu potencial produtivo. É este o seu papel no capitalismo contemporâneo. Como corolário, argumento que a proliferação de fronteiras teve início na década de 1980 como uma forma de o capital colmatar os efeitos da crise que o capitalismo global está a atravessar desde o início da década de 1970. Faço-o recorrendo a dados sobre a violência, discurso e legislação de fronteiras referente ao período entre a Segunda Guerra Mundial e os dias de hoje, de modo a localizar a proliferação de fronteiras na história de crise na Europa e utilizo os modelos teóricos de Fraser e Harvey para estabelecer uma ligação entre essa proliferação e as crises do capitalismo.
EN
Border legislation, discourse and violence have all exploded in recent years in what Mezzadra and Nielson call a proliferation of borders (2013). However, borders do not reduce migration fluxes. In fact, rather than act as barriers to the passage of people, they determine the conditions of that passage. Borders allocate rights. In particular, they allocate the right to work legally and thus facilitate the subjugation of those forced to do it illegally. From this point of view, borders can be seen as state-sanctioned instruments of capital accumulation that render a section of the working class more disciplined and its labor power cheaper. In this dissertation, connecting the works of David Harvey (2003) and Nancy Fraser (2022), I argue that borders function as instruments of capital accumulation through the expropriation of workers deemed foreign. Borders organize migration so as to seize its productive potential. This is their role in contemporary capitalism. As a corollary of this claim, I argue that the proliferation of borders began in the 1980s as a way for capital to stifle the effects of the crisis that global capitalism has been going through since the beginning of the 1970s. I do this by using data on border violence, discourse and legislation referring to the period from WWII to the present day in order to locate the proliferation of borders in the history of crises in Europe and I go on to apply Fraser’s and Harvey’s theoretical framework (2022) to connect the former to the latter.

Relacionadas