PT
O presente estudo pretendeu analisar o bem-estar dos estudantes universitários, deslocados
e não deslocados, a partir da autonomia-conectada e do suporte social. Participaram 103
estudantes, com idades entre os 18 e os 54 anos, dos quais 61.2% eram deslocados. Os dados
foram recolhidos através de um questionário online, na plataforma Qualtrics, recorrendo à
Escala de Autonomia-Conectada (Bekker & Van Assen, 2006), à Escala Multidimensional de
Suporte Social Percebido (Zimet et al., 1988) e à Escala de Manifestação de Bem-Estar
Psicológico (Massé et al., 1998). Os resultados indicaram que não existiram diferenças
significativas no bem-estar entre estudantes deslocados e não deslocados. No entanto,
verificaram-se associações diferenciadas entre as dimensões da autonomia-conectada e o bem-
estar: a autoconsciência e a capacidade de gerir novas situações apresentaram correlações
positivas com o bem-estar, enquanto a sensibilidade para os outros mostrou uma correlação
negativa. A análise de mediação revelou que apenas a autoconsciência se relaciona com o bem-
estar através do suporte social, sugerindo uma mediação parcial. Em suma, o estudo reforça a
relevância de considerar a autonomia-conectada como um construto multidimensional e destaca
o papel combinado de recursos individuais e sociais na promoção do bem-estar académico.
EN
The present study intended to analyze the well-being of university students, displaced
and non-displaced, based on autonomy connectedness and social support. A total of 103
students participated, aged between 18 and 54 years, of whom 61.2% were displaced. Data were
collected through an online questionnaire, on the Qualtrics platform, using the Autonomy
Connectedness Scale (Bekker & Van Assen, 2006), the Multidimensional Scale of Perceived
Social Support (Zimet et al., 1988), and the Psychological Well-Being Manifestation Scale
(Massé et al., 1998). The results indicated that there were no significant differences in well-
being between displaced and non-displaced students. However, differentiated associations were
found between the dimensions of autonomy connectedness and well-being: Self-awareness and
the ability to manage new situations showed positive correlations with well-being, while
sensitivity to others showed a negative correlation. The mediation analysis revealed that only
self-awareness is related to well-being through social support, suggesting partial mediation. In
sum, the study reinforces the relevance of considering autonomy connectedness as a
multidimensional construct and highlights the combined role of individual and social resources
in promoting academic well-being.