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MestradoMestrado em Gestão de Serviços de Saúde

Cost–benefit analysis of public reimbursement of semaglutide (Wegovy®) for obesity treatment in Portugal

Autor
Damião, Pedro Miguel de Sá
Acesso
Acesso restrito
Palavras-chave
Análise de custos-benefícios -- Cost-benefit analysis
Obesidade -- Obesity
Políticas públicas -- Public policies
Semaglutide
Economia da saúde -- Health economics
Semaglutida
Resumo
PT
A obesidade constitui um desafio crescente de saúde pública em Portugal, com consequências clínicas, sociais e económicas significativas. A semaglutida 2,4 mg (Wegovy®) demonstrou elevada eficácia na redução de peso e no controlo de comorbilidades, mas o elevado custo levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da comparticipação pública no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este estudo avaliou a viabilidade económica da comparticipação da semaglutida em Portugal através de uma análise custo–benefício (ACB). Desenvolveu-se um modelo de decisão com horizontes de 2 e 10 anos, incluindo custos de medicação, monitorização clínica, complicações do tratamento e funcionamento, bem como benefícios resultantes de poupanças em saúde, ganhos de produtividade e anos de vida ajustados pela qualidade (QALY). Foram calculados o Valor Atual Líquido (VAL), a Taxa Benefício–Custo (TBC), o Retorno do Investimento (ROI) e o Ponto de Equilíbrio (BEP), complementados por uma análise de sensibilidade probabilística (PSA). Os resultados mostram que, em 2 anos, a política não é viável, apresentando VAL negativo (≈ –11.000€ por doente) e TBC < 1. Em 10 anos, os resultados tornam-se marginalmente positivos (VAL ≈ 315€; TBC = 1,012; ROI = 1,2%), mas permanecem incertos: a probabilidade de benefícios líquidos é de apenas 47%, com quase metade das simulações a apontar perdas. Estes dados sugerem que a comparticipação universal seria fiscalmente insustentável e politicamente difícil de justificar. Apesar da limitada viabilidade económica, a semaglutida oferece benefícios clínicos e sociais relevantes. Futuras investigações deverão explorar critérios de elegibilidade restrita e a integração em cuidados multidisciplinares, equilibrando sustentabilidade financeira com o valor social da redução da obesidade.
EN
Obesity is a major and growing public health challenge in Portugal, with significant health, social, and economic consequences. Pharmacological innovations such as semaglutide 2.4 mg (Wegovy®) have demonstrated unprecedented clinical efficacy in weight reduction and comorbidity management. However, their high cost raises important questions about the economic sustainability of public reimbursement in the Portuguese National Health Service (SNS). This study aimed to evaluate the economic viability of reimbursing semaglutide 2.4 mg in Portugal through a cost–benefit analysis (CBA). A decision-analytic model was developed with both short-term (2-year) and medium-term (10-year) horizons. The model incorporated five cost categories—medication, clinical monitoring, treatment-related complications, overhead costs—alongside estimated benefits from reduced healthcare costs, increased productivity, and quality-adjusted life years (QALYs). Key economic indicators included Net Present Value (NPV), Benefit–Cost Ratio (BCR), Return on Investment (ROI), and Break-Even Point (BEP). Probabilistic sensitivity analysis (PSA) was also conducted. Results indicate that in the 2-year horizon, the policy is not economically viable, with average outcomes showing negative NPV (≈ –11,000€ per patient) and BCR below 1. In the 10-year horizon, results become marginally positive (NPV ≈ 315€; BCR = 1.012; ROI = 1.2%) but remain highly uncertain: the probability of net benefits is only 47%, with nearly half of simulated scenarios projecting losses. These findings suggest that universal reimbursement would be fiscally unsustainable and politically unrealistic. Despite limited economic viability, semaglutide provides important clinical, social, and equity benefits that extend beyond conventional economic metrics. Future research should explore restricted eligibility models and integration within multidisciplinary care pathways, ensuring that economic considerations are balanced with the broader social value of reducing obesity.

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