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Guya Accornero, especialista em movimentos sociais, considera que o "principal problema" do activismo em Portugal é ser um país "muito dividido" em relação à participação, com uma parte da população a intervir em várias áreas e outra que não participa nada.
"Sabemos que há uma parte da população que participa muito em todas as áreas e uma parte da sociedade que não participa de nada e acho que esse é o principal problema", declarou, em entrevista à agência Lusa, acrescentando que "há uma certa reprodução das desigualdades sociais em quem participa no activismo", disse à Lusa a investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-Iscte).