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Escrevo esta crónica quando passam nove anos sobre o último dia de vida de Mariano Gago. Uma vida dedicada a pensar e a fazer política de ciência, a defender que Portugal fosse um “país normal”, igual àqueles em que a ciência é socialmente reconhecida como essencial ao desenvolvimento, e a demonstrar que isso era possível. Quando evoco Mariano Gago, faço-o relembrando o seu legado, mas sempre com a preocupação de reafirmar a necessidade de prosseguir e atualizar o caminho por ele percorrido.
Artigo de Maria de Lurdes Rodrigues.