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Como explicou ao Polígrafo, Miguel Crespo, investigador do CIES-ISCTE (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa) e especialista em combate à desinformação, "este tipo de informação, que está a ser difundida online e que, depois, é empurrada para os jornalistas e para os verificadores de factos, também serve para consumo interno na Rússia". Não sendo apenas útil, pois, para "pressionar os jornalistas [que trabalham] noutras localizações, mas também para alimentar a narrativa pró-russa entre aqueles que já são apoiantes ou que têm dúvidas" sobre aquilo que devem (ou não) tomar como verdadeiro.